28 de fevereiro de 2010

meu nome é MARCOS VALADÃO RODOLFO

Sinto um orgulho nacionalista quando falo de música. Tirando os Beatles e algumas referências estrangeiras, é por música feita aqui que meu sangue corre mais rápido. Pena que não escolhi escrever sobre música; então tenho que dar um jeitinho para comportar a paixão por nomes e sons num mesmo texto.


Acabo de descobrir o nome de Nasi do Ira! (façamos um minuto de silêncio pelo término da banda). O Wolverine brasileiro chama-se Marcos Valadão Rodolfo. Tenha dó! Por isso aquele olhar de revolta, a voz cáustica e as costeletas. Um espécime com três fortes nomes só poderia fazer festa no nosso ouvido.


Sorry, Edgard Escandurra, gosto também de você e seu estilo mais simpático, mas pensa bem, é Nasi que povoa nossos sonhos quando falamos de Ira! As letras podem ser suas, Edgard, mas a alma é do Marcos Valadão Rodolfo:


Só depois de muito tempo
Fui entender aquele homem
Eu queria ouvir muito
Mas ele me disse pouco...
Quando se sabe ouvir

Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei
Que nada sei!...

22 de fevereiro de 2010

meu nome é MARLY


Minha doce tia “Bi” chama-se Marly de batismo. Confesso que não sei por que, ela também parece não saber. Se meu avô leu em um livro ou era referência a alguma antiga conhecida de minha avó, ninguém vai saber. Mas peço licença para escrever assim mesmo, sem resposta a pergunta “Marly por quê?”.
Lá venho eu e minhas histórias de família... Marly é a filha mais nova de meus avós. Nas fotos preto-e-branco é um bebê fofo e uma adolescente linda. No intervalo teve a fase de “teco-teco-teco na bola de gude” que deve ter deixado marcas pela descrição das quedas e brincadeiras de menino. Essa energia foi canalizada para formar uma mulher belíssima, em caráter e firmeza de propósitos.
Na verdade, não sei bem descrever minha tia; ela é para mim fonte de afeto irrestrito. Tenho sintonia fina com ela. Seus filhos são como irmãos, sua família como se fosse a minha, sua casa preenche meu coração com sentimento de lar. Suas histórias são sempre divertidas, mesmo quando não têm essa intenção, seu abraço é sempre de reconforto e suas surpresas gastronômicas são maravilhosas.
Busquei explicações no Google sobre seu nome. Deixei pra lá, nada valeu a pena. Marly é Marly e se fez assim, minha doce tia “Bi”. Mas tudo pede um significado, então voltei na busca e encontrei algo a sua altura: Marly-la-Ville! Existe um lugarejo no norte da França chamado Marly-la-Ville, antigo feudo de um filósofo erudito e humanista. Olha que lindo: les habitants (gentilés) de Marly-la-Ville s'appellent les "Marlysiens". Acho que esse pode ser um bom roteiro de viagem e gerar fotos maravilhosas, hein tia?