24 de abril de 2010

meu nome é ODED

Nome interessante que pode ser até comum em Tel-Aviv onde nasceu Oded Grajew o idealizador do Fórum Social Mundial e da Fundação Abrinq, o fundador do Instituto Ethos de Empreas e Responsabilidade Social. Para quem conviveu nos movimentos sociais e de RSE sabe que essas são instituições referências no universo da cidadania corporativa e ONGs.
Será que o espírito inquieto de Oded nasceu quando percebeu que seu nome é o contrário de “dedo”? Será que ele se imaginou um grande dedo apontado para nossas consciências, indicando o quanto o mundo está sendo afetado por nossas práticas insustentáveis de vida?
Se é verdade a minha teoria de que nossos nomes são definidores de personalidade, Oded seria mesmo um grande nome para um homem que marca a história apontando nossos erros com relação ao planeta, às relações sociais pouco humanizadas e ao uso egoísta dos recursos naturais.
Para inspirar, uma de suas frases fortes em uma reportagem para a Veja: “No Brasil, muitos empresários estão percebendo que não é mais compatível a convivência entre empresas prósperas e uma sociedade deteriorada.”
http://veja.abril.com.br/especiais/filantropia/p_030.html

meu nome é FRANCISCONDE DE MONTECRISTO

Sei, sei, esse blog às vezes é bem infantil, mas como deixar passar um nome como esse?! Encontrei esse e vários outros inspirados batismos (reias ou imaginários) no site http://www.significado.origem.nom.br/nomes_estranhos/. Em ordem alfabética a gente encontra de tudo, tudo mesmo, até a variação de Patrícia, Padrícia (olha só do que se livrou, Paty)!

meu nome é PAULA

O nome do livro que terminei de ler ontem, “Paula” de Isabel Allende. Nesse livro a autora narra suas memórias durante o coma da filha. Quem não leu por medo de sofrer, leia. A maior parte do livro Isabel fala não da morte, mas da vida. Todas as referências e heranças que fizeram Paula, sua filha, crescer como uma mulher sábia de destino traçado. O Chile e as mulheres latinas são fios dessa história até divertida narrada na primeira pessoa que tem um fim previsivelmente triste. Quando chegou o fim, claro, chorei muito. Todo fim me comove, seja de livro, filme, novela ou relação, amizade, tempo. Não seria diferente nesse livro.
Fui lendo e dobrando as bordas das páginas que mais me comoveram e quero compartilhar isso com você, pode ser? Talvez lhe faça refletir como fez a mim, e lhe modifique como me modificou, e lhe tire da zona de conforto assim como foi comigo, e lhe transporte para o mundo dos sonhos e pesadelos, para o mundo hiper-real, o que vivemos hoje, diante de tantas trágicas situações, que se apresentam para nos fazer ver que morte e nascimento são os milagres possíveis. Segue:

“Foi uma surpresa, para mim, descobrir que o mundo é violento e predatório e que se rege pela implacável lei dos mais fortes. A seleção da espécie não serviu para que a inteligência floresça ou o espírito evolua, pois nos destruímos uns aos outros na primeira oportunidade, tal como ratazanas presas numa caixa excessivamente apertada.” (pag. 280)

“Os filhos, como os livros, são viagens ao nosso interior, nas quais o corpo, a mente e a alma invertem seus rumos, regressam ao próprio centro da vida.” (pag. 299).

“Não pretendo pouca coisa” (pag. 337).

“Ao me diluir, tive a revelação de que esse vazio está repleto de tudo aquilo que o que o universo contém.” (pag. 431)

meu nome é FLÁVIA

Resultado é mais que uma palavra, é um conceito que está fazendo parte de meu dia-a-dia nos últimos tempos. Por isso, quando li a piadinha de Flávia, quis publicar imediatamente. Para vocês e para mim, por nós que vivemos na era dos resultados, lá vai:
Em uma cidade do interior, viviam duas mulheres que tinham o mesmo nome: Flávia.
Uma era freira e a outra, taxista.
Quis o destino que morressem no mesmo dia. Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-as. - O teu nome?
- Flávia
- A freira?
- Não, a taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bem, ganhastes o paraíso

. Leva esta túnica com fios de ouro. Pode entrar.
Próxima...:
- O teu nome?
- Flávia
- A freira?
- Sim, eu mesma.
- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de linho. Pode entrar.
A religiosa diz:
- Desculpe, mas deve haver engano.
- Eu sou Flávia, a freira!
- Sim, minha filha, e ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de linho...
- Não pode ser!
Eu conheço a outra, Senhor.
Era taxista, vivia na minha cidade e era um desastre!
Subia as calçadas, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas.
Nunca mudou, apesar das multas e repreensões dos policiais.
E quanto a mim, passei 65 anos pregando todos os domingos na paróquia.
Como é que ela recebe a túnica com fios de ouro e eu esta?
- Não há nenhum engano - diz São Pedro.
É que, aqui no céu, adotamos uma gestão mais profissional.
- Não entendo!
- Eu explico: Já ouviu falar de Gestão de Resultados?
Agora nos orientamos por objetivos, e observamos que nos últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam.
E cada vez que ela conduzia o táxi, as pessoas rezavam!!
Resultado é o que importa!!!!

11 de abril de 2010

meu nome é ADIADACTO

Se tivesse nascido em 1890, com sorte me chamaria Ana. Porém, considerando a tendência familiar para exóticos, me batizariam facilmente de Fortunata. Pior meu irmãozinho, se tivesse, que seria Adiadacto ou Canale. Já imaginei até os apelidos: Daquinho e Cacá. Vejam o que o Terra fez por nós, especialmente para ser publicado aqui: http://www.terra.com.br/noticias/nomes-120anos/index.htm