20 de agosto de 2010

meu nome é BRÁULIO

Lembrei esses dias da campanha de incentivo ao uso da camisinha que o Ministério da Saúde fez em 1995. Foi perfeita a intenção de criar uma campanha lúdica e descontraída para falar de um tema que na época ainda era tabu para muitos: o uso da camisinha para segurança e prazer de todos, quebrando o paradigma da “significação marginal” da infidelidade ou da promiscuidade. Agora de onde tiraram o nome de “Bráulio” para apelidarem o órgão genital masculino é minha pergunta filosófica.

Olha só como a pauta é interessante. Encontrei um artigo de Mônica Benfica Marinho (http://www.interface.org.br/revista6/artigo3.pdf) que fala sobre a polêmica da campanha:

Campanha “Bráulio”- Campanha do Ministério da Saúde, produzida pela Master, composta de quatro peças, veiculada no ano de 1995. Esta campanha aborda diálogos entre um homem e seu órgão genital, que recebeu o nome de “Bráulio”. A escolha dessa denominação para a genitália foi alvo de intensos protestos, por parte daqueles que tinham esse nome e teve, como conseqüência, a suspensão de sua veiculação, que só foi retomada quando fizeram modificações e a genitália passou a não ter denominação alguma. Essa polêmica gerou infindáveis matérias na mídia em geral, terminando por popularizar a campanha. Ela recebeu várias críticas de vários setores da sociedade. Foi considerada uma campanha de mau gosto, que tratava a Aids como brincadeira, e que centrou a atenção muito mais na discussão do “Bráulio” propriamente dito do que na questão da prevenção da doença.

Adorei! O artigo de Mônica apresenta o resultado de uma pesquisa que diz que entre as três melhores campanhas feitas na época com o tema do uso da camisinha x AIDS, a do Bráulio vence fácil.

Foram as seguintes as respostas dos entrevistados quanto às razões que os levaram a gostar mais do “Bráulio”: por ser engraçado (39,13%); porque as pessoas aprendem a se prevenir rindo e brincando (26,09%); por incentivar a usar a camisinha (23,91%); porque inovou (13,04%); porque vai direto ao assunto (4,35%); porque conscientiza (4,35%); porque disse que “sexo seguro é sexo gostoso” (4,35%); porque é mais excitante (2,17%); porque mostra que não é complicado lidar com a Aids (2,17%); porque é mais real (2,17%); porque é fácil de ser entendido (2,17%).

Para falar desse assunto, a autora buscou bibliografia referência nos estudos sociais, que vi nos tempos que era aluna especial de algumas disciplinas do Mestrado de Comunicação da UFBA. Ô saudade de Castoriadis, Lipovetsky, Maffesoli! Sobrenomes estranhos que fizeram minha cabeça ferver de puro prazer intelectual... Ai, ai...

Mas voltando ao Bráulio, coitado, não é mesmo? Solidarizo-me com as mães. Deve ser um desgosto passar 9 meses grávida, escolhendo o perfeito nome de “Bráulio” para seu filhinho, e vem João Moreira Salles, com esse nome sem graça que ele tem, batiza o pinto dos brasileiros de “Bráulio” e ainda ganha prêmio! É mesmo injusto esse mundo.

16 de agosto de 2010

meu nome é MIGUEL

Sempre gostei desse nome. Imaginei batizar um filho de Miguel, incrivelmente moderno. Nome pequeno, simples, sonoramente agradável, além de começar com “M”, letra linda.

Eis que chego em Mucuri e conheço um Miguel. O nome não poderia ser mais adequado a figura. Charmoso, sabido, cheio de energia e pronto para o que der e vier. Perfeito se não fosse um cachorro, literalmente: Miguel é um poodle de um casal de amigos.

Ô mania que a gente tem de dar nome de gente pra bicho e nome de bicho pra gente. Caetano Veloso deu o nome a um filho de Moreno e a outro de Zeca. Valéria, vizinha gente boa aqui da rua, coloca o nome da cachorrinha linda de Maria e Edney, amigo de quase 2m, batiza seu poodle (!) de Miguel. Aos dois anos eu batizei um pinto de Moreno (por causa do filho de Caetano) e agora tenho um pássaro que mora na minha garagem que chamo de Alexandre. Mundo de cabeça pra baixo.

Tenho um amigo que confessou ter colocado o nome da cachorra de Ariana após uma briga com a namorada chamada Ariane. Contou a história com um tom de culpa não porque era um animal com meu nome (caos!), mas porque ele tinha colocado o nome como vingança por uma história acabada e a cachorra viveu muitos anos, fazendo ele se lembrar da ex a cada latido.

Onde estarão os Rex, os Lulus? As novelas reforçam a pirâmide invertida dos nomes: Tony Ramos é Totó em horário nobre – no Brasil, nome de cachorro. Mas vou confessar, acho uma gracinha ter animaizinhos com nome de gente, original e criativo. Meu próximo bichinho deve ser um cágado. Já tenho alguns nomes: Ulisses ou Amélia. Pode ser Zeca também, afinal já tive um pinto chamado Moreno e continuarei na lógica do parentesco com Caetano Veloso. Gosto de coisas lógicas. Ou não.

5 de agosto de 2010

meu nome é SANDRA ROSA MADALENA

Essa aí é clássica. Passei minha infância achando que quando adulta viraria a versão baiana de Sandra Rosa Madalena. Nada parecido aconteceu comigo, graças a Deus, a não ser uma vontade que tenho, digamos subconsciente, de me vestir de cigana em todas as festas a fantasia.
O que me impressiona mesmo é a figura de Sidney Magal nesse clip fantástico do Fantástico que deve ter mais de 100 anos. Aliás, detalhe importante para este blog: Magal vem de Magalhães - mais um parente potencial. Nesse clip então, virilidade esquisita, com essa narina aberta, meio andrógeno, agressivo. Parece até que está com raiva da pobre da Sandra Rosa. Eu hein...


Sandra Rosa Madalena - Sidney Magal (1978)

Quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar
Quero ver o seu corpo dançar sem parar
Quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar
Quero ver o seu corpo dançar sem parar
Ela é bonita, seus cabelos muito negros
E o seu corpo faz meu corpo delirar
O seu olhar desperta em mim uma vontade
De enlouquecer, de me perder, de me entregar
Quando ela dança todo mundo se agita
E o povo grita o seu nome sem parar
É a cigana Sandra Rosa Madalena
É a mulher com quem eu vivo a sonhar
Quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar
Quero ver o seu corpo dançar sem parar
Quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar
Quero ver o seu corpo dançar sem parar
Dentro de mim mantenho acesa uma chama
Que se inflama se ela está perto de mim
Queria ser todas as coisas que ela gosta
Queria ser o seu princípio e ser seu fim

meu nome é WALLAS

Bem, queria até escrever pra desabafar, mas o frio paulista não deixa. Meus dedos estão espremidos dentro das mangas da blusa e isso pode gerar erros de digitação que comprometerão o entendimento do texto. Então vou postar uns drops que garimpei esses dias no trabalho:
  • WALLAS, provavelmente up grade de Wallace
  • STANRLEY, segundo fonte segura, o nome vem de uma marca de fita métrica
  • VANDERBEG, sempre sinto que está faltando um "r" em algum lugar desse nome...
  • ROBERTO NIXON, viva a história e suas versões!
  • CLEORBETH, conhecido como Binho (fonte: Floriscéia, conhecida e, muito querida, como Ceinha)
  • EMANOELVYS, não sei qual o gênero (fonte: Pollianne com dois "eles" e dois "enes")
  • WHILNAMARA, não sei como pronunciar
  • SESION, apenas não sei...