24 de outubro de 2010

meu nome é ELISÂNGELA

O espírito brega incorporou em mim nesse final de domingo. Quem advinha qual ferramenta da internet alimenta melhor nossa breguice? Claro, o YouTube! É ali que todas as imagens animadas estão, especialmente aquelas escondidas em nossa memória, as que a gente quer esquecer.


Mas um dia, num domingo especialmente, naquele horário que parece que bate a culpa do fim de semana, a gente entra na internet, sem procurar nada em especial, entra no YouTube e a mãe fala: será que tem aquela música de Roberto Carlos? E a gente acha Roberto Carlos; só que do lado direito estão outros vídeos do mesmo período e a curiosidade baixa...


Quem encontrei dessa vez? Elisângela cantando no Fantástico em 1978. Acesso o vídeo e o que acontece? Lembro de toda a letra da música. Memória dedo-duro! Queria achar que Elisângela é apenas a atriz da refilmagem de Ti Ti Ti e que nunca, nunca mesmo, saberia que ela cantou alguma vez. Mas lembro. Lástima!


Blog sobre nomes me força a contextualizar a história. Por que Elisângela veio como título? Porque ela foi corajosa para ser uma atriz-cantora de um nome só. Não usa sobrenome, nem títulos como Miss Lene ou Lady Zu. Quem não conhece, desculpe, que pesquise. Chega de denunciar minha idade!


Como não sou velhinha sozinha, todo mundo tem que ver como era Elisângela na década de 1970. Mas têm que me prometer procurar também Lady Zu, Miss Lene, Tina Charles etc.


23 de outubro de 2010

meu nome é WLYKY RAYKY

Hoje, quando acordei encontrei minha mãe pensativa a respeito de uma reportagem que assistiu sobre bullying na TV. Ela se impressionou com o grande índice de suicídios de jovens por conta da tirania desse tipo de assédio, provocando o desequilíbrio total do agredido. O jovem se vê em estado de isolamento social e desesperança, que acaba danificando-o irremediavelmente. Adultos também passam por isso, ok?

Lógico que associei o assunto ao tema desse blog. Muitos dos citados nesses textos devem ter sofrido com comentários depreciativos, sarcasmos, exposição social negativa etc. Vivi na pele, mas sou sobrevivente e tirei de letra. Será? Ah, acho que sim. Afinal quem liga de ser chamada de "Aritana". O ruim é que era um homem, índio, personagem de uma novela das antigas, e eu estava na fase mocinha, querendo estabelecer minha feminilidade social (inventei essa). E tinha que me defender: "não sou menino!" Engraçadinho agora, mas na época foi mesmo desconcertante.

O nome que escolhi como título é de um rapaz que deve ter sofrido um bocadinho, não sei. Vi seu nome escrito num jornalzinho e fiquei pensando logo em como deve ter sido difícil ensiná-lo a desenhar o "Y". Imaginem só chamar-se Wlyky Rayky no interior da Bahia? Muito diferente para passar imune a brincadeiras. Fiquei mesmo muito curiosa sobre a origem do nome e, mais ainda, de como o chamavam/chamam em seu grupo de amigos e colegas (potenciais bullies).

Na Wikipédia tem um material legal para quem quiser iniciar no tema; destaquei o seguinte:

Alcunhas ou apelidos (dar nomes) - Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja chamada, tal como uma orelha grande ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).


Bem, continuando o meu próprio exemplo, não me mudei da escola nem da cidade por causa de Aritana, mas mudei, e ainda me lembro, incomodada, das risadas daqueles coleguinhas "infanto-bullies". Lição aprendida: todos os bullies (ou potenciais) têm baixa espiritualidade e não valem a pena. Lição aplicada: sorrir antes deles desarma.


meu nome é CECÍLIA

Até voltar minha inspiração para escrita própria, aproveito o talento dos mestres e suas referências aos nomes, propósito nosso aqui. Hoje a fonte é o maior de todos os cantores, aquele que mais referenciou nomes de mulheres em toda a sua carreira. Difícil dessa tarefa foi escolher. Porque Cecília? Ora, essa é doce, suave, parece, ou melhor, é poesia, e quem me conhece sabe que adoro estar nesse clima de harmonia. Para todos nós, um presente:




Cecília (Luiz Cláudio Ramos/Chico Buarque - 1998)

Quantos artistas
Entoam baladas
Para suas amadas
Com grandes orquestras
Como os invejo
Como os admiro
Eu, que te vejo
E nem quase respiro
Quantos poetas
Românticos, prosas
Exaltam suas musas
Com todas as letras
Eu te murmuro
Eu te suspiro
Eu, que soletro
Teu nome no escuro
Me escutas, Cecília?
Mas eu te chamava em silêncio
Na tua presença
Palavras são brutas
Pode ser que, entreabertos
Meus lábios de leve
Tremessem por ti
Mas nem as sutis melodias
Merecem, Cecília, teu nome
Espalhar por aí
Como tantos poetas
Tantos cantores
Tantas Cecílias
Com mil refletores
Eu, que não digo
Mas ardo de desejo
Te olho
Te guardo
Te sigo
Te vejo dormir

10 de outubro de 2010

meu nome é GIBA

"Esse volei do Brasil é bom demais", acabo de ouvir no Fantástico e concordo plenamente, especialmente pela homenagem a Giba, as duas sílabas mais gritadas pelo público de volei brasileiro (ou de outros países) nos últimos anos. O nome verdadeiro, Gilberto Amauri Godoy Filho, não marcou o país, mas o apelido sim.
Há um mês mais ou menos assisti uma palestra dele num encontro corporativo no meu trabalho. Pense em uma pessoa simpática; agora acelera, como diz Ju..rs. Além de um homem lindo é carismático. Bom ouvir uma pessoa do bem falar do orgulho no trabalho, da felicidade por ter uma família unida, da solidariedade e do amor. Foi com essa figurinha que tirei uma foto lindona que posto aqui.
Giba disse que ter 1,93m é ser baixinho no volei, mas a gente concordou lá que um atleta como ele não será inferior nunca, nem pelo tamanho, muito menos pela coragem de encarar os maiores. Ele é grande e provou isso nos anos de seleção. Valeu Giba e obrigada por ter abaixado para sair na foto.

5 de outubro de 2010

meu nome é DOILDO

E lá vou eu e minhas descobertas! Juro que não procuro, juro que dessa vez eu nem estava prestando atenção nisso, mas... No trabalho, muito concentrada, escutei o nome e pensei: devo ter entendido errado. Mais tensão, mais expectativa com o andamento da atividade que estava elaborando e vem o nome dito novamente, agora falado por uma pessoa um pouco mais distante de mim: não é possível que entendi errado novamente... Não quis dispersar e deixei por isso mesmo. Só que no final do dia, cansada depois de um dia de pressão, escuto o nome nitidamente dito ao meu lado: Doildo.
Não resisti...

2 de outubro de 2010

meu nome é OLHY


Olhe, não é implicância, mas os nomes interessantes me perseguem! Esse é público, tem até placa, por isso não serei censurada. Ainda por cima, aproveito para retomar com estilo esse espaço que já estava cheio de teias de aranha com meu descaso.