10 de novembro de 2011

meu nome é NAIARA CRISTINA

Já que em Americana não foi possível morar em 2011; e já que minha amiga Naiara Cristina fincou o pé lá para continuar a ser feliz - nunca a vi com humor menor do que esse; e já que prometi a ela fazer um post com seu nome de combinação exótica e rimante, posto Marisa mais Rodrigo mais Devandra, cantando Caetano - tudo isso pouco a ver com ela e muito mais comigo, como também seu nome composto tem pouco a ver com ela e tudo a ver comigo e com minha curiosa fixação em significados, arquétipos, destinos, rotas, o porquê das coisas, segue aí:


Nu com a minha música
Caetano Veloso compôs provavelmente antes de Naiara Cristina nascer

Penso em ficar quieto um pouquinho
Lá no meio do som

Peço salamaleikum, carinho, bênção, axé, shalom
Passo devagarinho o caminho
Que vai de tom a tom
Posso ficar pensando no que é bom
Vejo uma trilha clara pro meu Brasil, apesar da dor
Vertigem visionária que não carece de seguidor
Nu com a minha música, afora isso somente amor
Vislumbro certas coisas de onde estou
Nu com meu violão, madrugada
Nesse quarto de hotel
Logo mais sai o ônibus pela estrada, embaixo do céu
O estado de São Paulo é bonito
Penso em você e eu
Cheio dessa esperança que Deus deu
Quando eu cantar pra turba de Araçatuba, verei você
Já em Barretos eu só via os operários do ABC
Quando chegar em Americana, não sei o que vai ser
Ás vezes é solitário viver
Deixo fluir tranqüilo
Naquilo tudo que não tem fim
Eu que existindo tudo comigo, depende só de mim

Vaca, manacá, nuvem, saudade
Cana, café, capim
Coragem grande é poder dizer sim

7 de novembro de 2011

meu nome é VICTORIANO AUGUSTO

A rede está lotada de textos baseados em textos e referências duvidosas e autores mais ainda. Contudo - e não garanto a legitimidade da fonte - encontrei uma publicação esses dias muito divertida e parecida com o blog. O texto "6 coisas que os homens fazem para atrair mulheres, mas que a ciência diz estar errado" é mais um rol das "xis" coisas que fazemos e que estão erradas segundo "ipsilon", mas é legal e finaliza com uma passagem deliciosa sobre nomes, que segue:

1. Ter o nome errado
É sério: este estudo feito com 6.000 pessoas mostrou que alguns nomes estão mais associados a beleza (Sophie e Ryan), sorte (Lucy e Jack) e sucesso profissional (Elizabeth e James) que outros. Com certeza por influências de nossa cultura e história de vida. Seria legal alguém reproduzir esta pesquisa no Brasil. Enquanto isso, se você está com dúvidas quanto a seu nome, é melhor arrumar um apelido!

No texto, esse é o item considerado mais importante, apesar da ordem inversa de apresentação. Bem, então minha hipótese de que nomes definem arquétipos pessoais pode ter fundamento. Exemplos clássicos:

Famosos
Edson virou Pelé
Maria das Graças virou Xuxa
Abelardo virou Chacrinha
Manuel Francisco virou Mané Garrincha
Mirosmar José virou Zezé Di Camargo e
Welson David virou Luciano

Família
Rosilda virou tia Rosa
Sigismundo virou tio Sérgio
Laurinda virou tia Lau
Deusdinéia virou tia Déa
Sigisfredo virou tio Fêu

Amigos
Wallace virou Ache
José Francelino virou Neto
Wagner virou Peu (ou Mamão)
Roberta Mariana virou Ló
Fernanda Ângela virou Tui
Archimimo virou Mimo
Jusciney virou Ju (ou Juliana, ou Juba, depende do contexto)
E Feio a gente nem lembra mais do nome

E eu aqui na foto com Victoriano Augusto que virou o supersimpático ator/ambientalista Victor Fasano:

e ele fez questão de me abraçar e foi verdade!

26 de outubro de 2011

meu nome é EQUILIBRISTA

"vai, vai, vai começar a brincadeira"
s.m. e s.f. Pessoa cuja profissão é fazer exibições de destreza ou de equilíbrio acrobático.
Sinônimo: acrobata
Classe gramatical de equilibrista: Substantivo feminino e Substantivo masculino
Separação das sílabas de equilibrista: e-qui-li-bris-ta
Possui 12 letrasPossui as vogais: a e i uPossui as consoantes: b l q r s tA palavra Equilibrista escrita ao contrário: atsirbiliuqe



A conquista
Desse equilibrista
É estar na crista
Parecendo artista
É ser otimista
Como todo idealista
Retrato em revista
Jeito de cançonetista

Canta como especialista
Finge ser alfarrabista
Lê livro progressista
De autor pessimista
E continua na lista
Dos que estão na pista
Coisa de turista
Desse mundo sofista
E viva o dicionário modista
Que propõe essa rima copista
Aplausos ao retalhista
Que com vontade budista
Propõe observação de cientista
Para a arte empirista
Em gramática vigarista
Cria um pobre solecista


15 de outubro de 2011

meu nome é MÁRCIA

minha linda mãe

Minha mãe e suas confusões com nomes e fatos:

1. Numa loja, com uma vendedora simpática:
- Posso lhe ajudar?
- Bem, só estou dando uma olhadinha...
- Fique a vontade, então.
- Me falaram para procurar Márcia aqui. Você é Márcia?
- Não, sou Shirlei.
- Ah, tá... Então obrigada Márcia! - saiu séria, enquanto a mulher ficava confusa com sua própria identidade.

2. Conversando com minha tia-avó:
- Olha essa foto. Essa sou eu e essa é Alice.
- D. Alice... Quanto tempo...
- Pois é.
- Tia Linda, e quando foi mesmo que D. Alice morreu?
- Mas Alice NÃO morreu!
- Mentira! D. Alice NÃO morreu? - com os olhos arregalados, assustadíssima com o fato da jurássica amiga de Tia Linda permanecer viva durante tantos anos. Dia desses recebo um torpedo: "Dona Alice morreu." Olhei pra o céu e pedi desculpas pela gargalhada.

3. No salão:
- Ô Néa, como é seu nome mesmo?
- Minha filha, meu nome é Aurora. Me chamam de Néa porque seria Jucinéa e meu pai decidiu me registrar por conta com o nome da irmã dele que morreu bebê.
- Credo! Mas Aurora é um nome até bonito, meio antigo, mas bonito.
- Não gosto. Prefiro que me chamem de Néa mesmo.
- Então quando ligar pra o salão vou pedir pra marcar meu cabelo com Aurora! - rindo com cara de sapeca.

13 de outubro de 2011

meu nome é TPM

A TPM é como uma dança. Às vezes os movimentos são bruscos, outras leves e melancólicos. Às vezes dói, às vezes é alívio. Hoje estou assim. Todo mês me sinto assim. Forte e fraca. Acompanhada, mas só. Com dor e com sono. Depois passa tudo e fim.

Thought of You

12 de outubro de 2011

meu nome é RIO DE JANEIRO


Sobre ela os maiores já falaram
Já cantaram
Já fizera  poesia
Já fizeram imagens encantadas
Sobre ela resta a mim
Poeira cósmica que fala e sente
Agradecer a Deus por estar íntegra
- Eu e ela -
Para que muitas gerações tenham possibilidade
De falar sobre ela
De cantar versos lindos para ela
De fazer mil poesias para ela
De fazer imagens encantadas dela
E eu reproduzo tudo aqui
Sem culpa

** Rio, outubro/2011 **

3 de outubro de 2011

meu nome é MÁRIO

O cabelo parece com o de Neto.  Fonte: Google
Estava um dia sozinha em casa quando o interfone tocou:
- Oi, quem é?
- É o Mário.
- Oi, Mário! Sobe! - empolgada
Fui abrir, certa de que era meu primo que nunca me visitava. Ao invés do primo sumido, aparece na porta meu amigo Neto, enfurecido.
- Ôxe, Neto, por que você disse que era Mário?
- Ariana, sua tonta, era pra você perguntar "quê Mário"! Aí eu diria "aquele que lhe créu atrás do armário"! - quase gritava - Você estragou tudo! - isso soou como uma sentença e eu caí no sofá, às gargalhadas, enquanto ele ia beber água para se acalmar.

O daqui não é aquele que créu em você atrás do armário. Posto o Mário Quintana, o poeta dos versos doces, para você, meu amigo Neto, o mais original e doido de todos:

Basta de poemas para depois...
Ó Vida, e se nós dois
vivêssemos juntos?


1 de outubro de 2011

meu nome é OUTUBRO

Pra variar, Google me ajuda nas ilustrações
O mês começou hoje com muito sol. Acordei com uma amiga me pedindo os ingredientes de risoto, enviei meio sonolenta, e se soubesse que ela não conhecia noz moscada teria sido mais clara na explicação. Quando levantei, o sol estava quase no meio do céu, afinal fui dormir quase quatro horas da madrugada, comemorando mais um momento gostoso de amizade em Mucuri. Fui a DJ da noite, já considerando que esse pode ser meu plano B na vida.
Pois bem, rotina da manhã cumprida, fui na rua comprar coisinhas domésticas e o presente da mini vizinha que festeja seus 2 anos  hoje. Encontrei um charmoso kit com três bonequinhas de cabelos coloridos. Viajei no tempo, pensando que poderia também comprar uma pra mim, pois há muito tempo não brinco de boneca. Pensamento torto esse. Sim, tem muito tempo, mas assim é a vida. Ninguém que completa 40 anos daqui a poucos dias pode querer brincar de boneca. Ou pode?
Na verdade brinquei muito durante minha infância. Vivi todas as vidas possíveis com minhas bonecas loiras, morenas, negras, ruivas, orientais, índias. Se não era uma boneca de plástico, era uma de papel. Se não era de papel, poderia ser uma de sabugo de milho mesmo. Nada importava a não ser o prazer da brincadeira. Tinha sempre um vestido de noiva, um fashion, um hippie. Um namorado, uma casa, um trabalho. Uma piscina, uma praça, um livro. Poucas vezes tinha filhos na brincadeira. Os bonecos bebês sempre estavam juntos, prontos para adoção. Bons tempos. Estava convicta de que havia brincado o suficiente naquela época para não sentir saudades. Hoje, com as bonecas na mão, vacilei.
O desconforto podia ser por causa da sedução dos brinquedos coloridos atuando em meus sentidos insones, ou a nostalgia do aniversário próximo, ou simplesmente porque é outubro, o mês que mais ganhava presente. Por isso minha homenagem ao mês com esse texto, às crianças que fomos, aos dias comemorativos de outubro e ao sol lindo que apareceu aqui para iluminar o primeiro de outubro! Viva o octo!

2 de outubro de 1869 nasceu Mahatma Gandhi, pacifista que me inspira
11 de outubro de 1996 desencarna Renato Russo,  músico que embalou minha adolescência
12 de outubro,  comemoramos o dia das crianças e essas são as que mais amo


20 de outubro, meu aniversário de ...enta anos

26 de setembro de 2011

meu nome é NARCISISMO


Estou namorando esse blog desde ontem. Gostei tanto desses retalhos coloridos, dos textos que construí no domingo cinza, que tenho vontade de escrever qualquer baboseira só para estar próxima. Típico namoro.
Para me desculpar com vocês que realmente leem o que escrevo aqui, compartilho um mimo:

Escuto sem parar e acho que se o amor tivesse voz seria a dela
Assinado Eu (Tiê)



25 de setembro de 2011

meu nome é QUINTO ANDAR

Conto I - imagem Google

Andava como uma zumbi. Lembrou que não amava alguém havia muito tempo, como se viver a solidão já não fosse suficiente. É que quando a solidão se apresenta para a consciência, a tristeza chega rapidinho. A rua parecia larga demais, as pessoas frias demais, as buzinas altas demais. E o coração batia forte.
Buscou na memória todos os amores passados. De fato não foram poucos. Alguns doeram quando os revisitou. Percebeu que poderia dizer que os amava tanto quanto antes. Mas o amor não deveria ser para o escolhido? Para um apenas? Isso a fez caminhar mais rápido. Acelerou o passo para chegar logo em casa, ali estaria segura, seu lugar de refazimento.
Hesitou quando percebeu a aproximação da porta da loja. De lá saia um homem e uma mulher, de mãos dadas. Era o vizinho do quinto andar, aquele parecido com o primeiro namorado, o que sorria e fazia covinhas, o de dedos longos, cheiro de passado bom. Enquanto a distância aumentava, sua vontade de segui-los aumentou também e assim o fez, meio tímida, mantendo-se encoberta pelos outros pedestres.
Percebeu a intimidade dos dois, no andar calmo e cúmplice. Ficou vermelha ao sentir inveja daquela felicidade simples. Lembrou de um dia, quando ela e ele esperaram lado a lado pelo elevador. Ele entretido, mexendo no iPhone, ela no iPod, tão perto e tão longe. Poderia ter aproveitado aquele dia para lhe dizer que o amava, assim seria ela e não aquela outra a apertar sua mão, sorrindo, e mostrar o carrinho de bebê com um cão dentro.
Eles acabaram sumindo de sua vista, quando atravessaram a rua, o sinal fechou e ela desistiu de persegui-los. Deu meia volta, olhou o carrinho do bebê-cão e lembrou-se que o prazo para escrever o relatório sobre urbanismo nas pequenas cidades estava no limite. Melhor acelerar o passo.


Quinto Andar - Tiê
Quando eu olhei pra cima e não te vi,
não sabia o que fazer,
fui contar praquele estranho que eu gostava de você.
Ai, ai, será que foi assim?
Que foi o tempo que tirou você de mim?
E ele num momento hesitou,
mas depois não resistiu,
me contou que mil balões voando foi o que ele viu.
Pensei: não é possível que eu não tenha reparado.
Eu devo estar completamente avoada.
Dei quase 5 passos e parei,
não podia andar pra trás,
mas confesso não cabia enxergar tantos sinais.
Alô, eu sei, se chega até aqui, tão no limite não dá mais pra desistir.
Amor, porque eu te chamo assim, se com certeza você nem lembra de mim.

meu nome é WONARLLEVYSTON

... ou ERA. Aparentemente é um traço familiar escolher nomes incomuns:

Wonarllevyston, aos 13 anos, consegue mudar nome na Justiça de MS

Mãe do garoto, Dalvina, acrescentou Xuxa ao próprio nome.

Prima dele se chama Linda Blue Junia Sharon Mell Melina Marla Cyndi.
(Agora eu vi!)

O cidadão brasileiro que quiser mudar o nome que o incomode, provoque constrangimento ou o exponha ao ridículo pode pedirna Justiça a alteração do Registro Civil. Esse foi o caso do estudante Wonarllevyston Garlan Marllon Branddon Bruno Paullynelly Mell (e outros três sobrenomes, que não serão citados para preservar o jovem, de apenas 13 anos). A mãe dele, Dalvina Xuxa (edois sobrenomes), entrou com o processo de retificação de registro civil em Campo Grande, em abril de 2007. O juiz Fernando Paes de Campos, da Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, autorizou, em agosto do mesmo ano,a mudança do nome do garoto, que hoje passou a ter um nome composto e dois sobrenomes. Veja lista com pessoas que pediram para mudar o nome na Justiça de MS:


Alucinética
Altezevelte
Honorata
Maxwelbe
Claysikelle
Maxwelson
Mell Kimberly
Wildscley
Frankstefferson
Hedinerge
Starley Hezenclever
Uallas Udieslley Ulisflávio
Hollyle Hugney
Necephora Izidoria
Kristofer Willian
Locrete Venério
Walex Darwin
Yonahan Henderson
Maxwelson Wochton
Wallyston Waterloo Wolfson

24 de setembro de 2011

meu nome é AGOSTO


Não errei, estamos mesmo em setembro. Também não escrevi o texto no mês passado, nem conheci alguém que levasse consigo a sina de chamar-se Agosto, nome de mês, nunca de gente. Muito menos meus amigos batizaram seus novos cães com esse nome - esses são até bem normais: Mel, Cristal e Bob; Maria e Malu; Bonny e Cirilo. Justifico aqui meu desejo de escrever sobre o passado recente; é proposital escrever sobre o mês que passou, ouvindo a Balada de Agosto com Zeca (Baleiro).
Hoje seria um belo dia para gritar e bem alto. Foram tantas as expectativas criadas, algumas maravilhosamente realizadas, outras simplesmente frustradas, a propósito do uso correto dos adjetivos. Meus "hojes" nesses últimos dias foram de uma interminável  esperança de virarem "ontens" rapidamente. Dias de angústia. Publiquei a hipótese de um adiantado inferno astral, reclamei trinta dias por uma TPM imaginária e acusei até o excesso de água que tomava no dia. Mas tudo, como sempre, está implodindo por dentro (desculpem a redundância, é necessário).
O que passava na minha cabeça não denunciava o motivo de tanto tormento. A situação afetava outras partes do corpo. Manquei uma semana, sem procurar usar nada para sarar a dor, apenas reclamava, reclamava. Hoje o carinha da farmácia me aconselhou calmamente a tomar um antiinflamatório e acabar de vez com o sofrimento. Resisti até o final do dia e agora estou aqui, bestamente escrevendo que meu pé parou de doer uma hora após o remédio. É para refletir. O sofrimento é alimentado por nós até quando, se tem remédio?
Já respondo: o sofrimento alimenta-se de nossa falta de vontade. É um preguiçoso, na cama king size da zona de conforto, pronto para afundar a cara no travesseiro e sufocar a gente, nariz arrebitado do orgulho de comando da vida. Tadinhos de nós.
O pé parou de doer, mas a ansiedade ainda não foi embora. Bom é que escrever é bom, capaz de doar uma nova maneira de ver os problemas. Agora até posso trocar Zeca por Paulinho Pedra Azul e não chorar. 

meu nome é BROGODÓ





Brogodó da novela se foi
Numa rima de cordel
Ô saudade dessas trovas
Que me faziam rir pro céu!


Hoje mesmo Herculano capitão
Disse duas bem ditas
Falou que a saudade tirou dele
Duas pessoas queridas
Uma na vida, outra na morte
Uma poesia das mais bonitas!


Soltou outra
Bem no capítulo final
Disse que despedida demais
Envelhece a pessoa por sinal.


É por isso que paro aqui
Minha experiência de cordelista
A diversão da noitinha acabou
Ficando o sertão só pra turistas
E o mural do FB
Pra todos os saudosistas!


(publicado no FB, com uma vontade danada de publicar aqui!)

4 de setembro de 2011

meu nome é TIÊ e TULIPA

Tiê e Tulipa Ruiz, novas vozes da MPB com nomes lindos!

Adorei a entrevista do site Noize:

Tiê: Você gostaria de ter nome de outra flor?
Tulipa: Às vezes, acho que Papoula é mais legal, mas já estou tão acostumada com Tulipa e eu gosto muito da flor. Então, me contento com esse nome. E o seu nome, Tiê, que é nome de passarinho. Você queria ter outro nome?
Tiê: Já quis ser Maria. Quando era pequenininha, zoavam muito comigo, me chamavam de Tietê, de Tieta, de Titanic. Aí, eu ficava um pouco brava. E também porque tinha alguns meninos chamados Tiê e eu achava que era nome de menino, mas hoje eu gosto. Não troco, não.
Tiê: Conclusão: a gente gosta dos nossos nomes!

Agora ouça que linda:

Elegi essa música a trilha sonora de algum amor que ainda experimentarei nesta vida. Um doce, uma delícia!

31 de julho de 2011

meu nome é WASHINGTON BELL

Dê um grito aí, faça a festa pra valer!
Assim como Maria das Graças Xuxa Menegel, Washington Marques da Silva incorporou o nome artístico à certidão de nascimento e virou Washington Bell, o cara mais talentoso do carnaval baiano, o que levanta toda a multidão com carisma, simpatia e energia contagiante. É esse o nome do carnaval de Salvador: Chiclete com Banana, capitaneado por Bell Marques, o Washington, filho de um senhor super bacana que atendi nos tempos de estágio na Companhia de Eletricidade da Bahia.
"Seu" Chiclete (não lembro o nome dele) pegou fila, esperou na triagem, foi atendido depois da demora normal da agência lotada da Piedade, falou educadamente e esqueceu a conta na minha mesa. Fiquei preocupada por ele ter deixado o documento para trás e, antes de correr para pegar o ônibus e ir para a faculdade, fui em sua alfaiataria, num prédio antigo da parte velha de Salvador entregar a tal conta. Na sala de trabalho cartazes do Chiclete cobriam todas as paredes de cima a baixo. Comentei sua paixão pela banda, rapidamente, pois já estava atrasada para a aula de estética, e ele apontou com orgulho que eram seus filhos, aqueles ídolos de massa que levavam a maior multidão no carnaval.
Conversamos um pouquinho e saí da salinha meio emocionada meio pensativa, como é normal em minha vida. Primeiro pensamento: por que Bell permitia que seu pai continuasse atendendo ali, naquele local antigo, inóspido e triste? Segundo pensamento: porque ele deve amá-lo e respeitá-lo muito. Os velhos têm raízes profundas, como árvores. Se transplantados, podem perder o viço, a vontade de continuar e "Seu" Chiclete emanava energia e prazer por todo aquele cenário de filme cubano.
Gostei de lembrar da história do vovô e nem sei se ele continua entre nós, mas deve ter deixado suas marcas pela vida afora. Bom, deixou Bell que carrega a legião de chicleteiros, incluindo eu!

24 de julho de 2011

meu nome é URSO AZUL

Se a moda pega, como pega todas as insanidades que as celebridades lançam, estamos fritos!
Urso Azul. É isso que significa o nome do filho de Alicia Silverstone e Christopher Jarecki: Bear Blu. A atriz explicou que o marido sugeriu Bear e Blu. Segundo ela, as pessoas acham o nome "fofo."


Não percam o significado dos nomes de Brad Pitt:

meu nome é AMY

Ela tinha só 27 anos e alma cansada.
Ela morreu hoje (23) e eu nem a conhecia. Senti vontade de escrever sobre ela por causa da voz que ficou gravada e estará nesta dimensão enquanto se compreender sobre música.
Amy, nome pequeno, três letras, contraponto com a voz forte, rouca, mais contraste com o aspecto decadente. Amy, por quê? Não quero questionar os motivos da morte, pergunto sobre nome. Janis, como Joplin, era o nome de sua mãe. Janis, a Joplin, também morreu cedo, também tinha voz rasgada, também era figura feia de se ver.
A morte dela não me assusta tanto quanto aquele aspecto autodestrutivo. Preferi a foto da menina que foi um dia. Há de haver quem a acolha.

16 de julho de 2011

meu nome é MONALISA

O "x" da questão (fonte: Google)
Ela, sempre ela, a enigmática Monalisa. Por que me deu vontade de falar sobre esse nome? Acabo de dar um giro pelo facebook e ver as fotos de uma ex-colega de trabalho que simplesmente não sabe sorrir. Pode ser timidez para tirar fotos, o que não creio. Acho que é tristeza captada pela lente. Sim, pois em uma única foto ela sorri de verdade e com vontade. Ela está sozinha, com uma linda paisagem ao fundo, braços abertos e um franco sorriso.
O nome dela não é Monalisa, mas e se fosse faria diferença? Conheço uma Monalisa que é pura energia. Sorri de verdade e com gosto. Esse nome combina em tudo com ela que é uma profissional nota 10, mãe, mulher e amiga, tudo junto e com atuações bem definidas: sabe a hora em que entra no jogo cada um desses papéis. Assim conheço poucas mulheres. Vejo mais confusões onde um dos papéis se sobrepõe ao outro e deixa as relações meio caóticas.
E tem a Gioconda, claro, "a" Monalisa. Já ouvi vários comentários dos que viram a pintura de Michelangelo de perto do Louvre. Um decepcionado disse que o quadro era tão pequeno e a gente fica tão longe que nem dá pra ver direito. Um emocionado disse que nunca viu nada mais lindo, estava em frente da obra de arte mais famosa do mundo e chorou. Um sem-noção disse que rodou o museu todo, viu várias coisas velhas e não sabe quem é essa.
Meu sonho: ver o sorriso de Monalisa de perto, de verdade, na tela original, tocada e construída por um dos maiores artistas que já encarnou neste mundo. O sorriso é o marco e o enigma. Pobres de nós que queremos decifrar sorrisos... Foi o que tentei fazer com minha ex-colega. Como vou saber? Há tempos não encontro com ela e só o fakebook, ô, o facebook me alimenta sua presença. Sei lá se ela perdeu um amor ou uma unha quando tirou a foto! Só especulações e para este texto, um sorriso monalísico de quem queria falar de uma coisa e divagou legal...rs

15 de julho de 2011

meu nome é CASAMENTO

O pedido: emblemático (fonte: Google)
Ando publicando histórias bem impessoais, que falam subjetivamente das coisas que valorizo, gosto e sinto. Vou mudar o rumo dessa prosa hoje. Lendo uma colorida revista Caras no salão - lugar delicioso para folhear a super-mega-ultra fútil revista de variedades - passei o olho por uma reportagem que falava de uma determinada atriz jovem-loira-malhada de sorriso perfeito, pele perfeita, cabelo perfeito, unhas perfeitas, roupas perfeitas, que não deve ter TPM nem varizes nem intestino. Essa perfeitinha comentava que antes seu nome era sei-lá-como de Oliveira, agora que casou ela era sei-lá-como Arievilo, e emendava a frase inteligente: "não é tudo de bom?"
Os sobrenomes aí em cima são invenções, mas a história é essa mesma. Mulheres continuam valorizando o fato de trocarem seus nomes quando se casam, como se isso fosse facilitar a mudança de personalidade que o casamento supõe trazer. As piriguetes viram santas, as santas viram mães, as mães viram frequentadoras de círculos sociais que nunca imaginaram, tipo festa junina de colégio do bairro, e assim segue a humanidade.
Nada contra quem opta por isso, inclusive esse pode ser o grande momento de tirar um nome que gera eco para um com sonoridade melhor, mas enfim não foi essa a minha opção. Imaginava o trabalho que daria para trocar documentos e todo o resto burocrático depois do casamento, sem saber que a gente tem que fazer tudo isso mesmo deixando o nome de nascença, pois o casamento determina que "A" mudança aconteceu. Dose!
Ah, mulheres da Caras, trocam nomes, tatuam amores e se separam. Toda revista fala que fulana e beltrano estão separados com novos e imediatos amores. E dá-lhe tatuagem, mudança de nome, apresentação da nova casa, das alianças, das fotos de lua de mel em Punta e... separação novamente. Para mim parece que o casamento de Caras é como um brinquedo de parque de quinta, daqueles que a gente entra empolgado e dali a pouco a diversão quebra na primeira voltinha. Será que vale a pena trocar Oliveira por Arievilo ou tudo não passa de ilusão de trás para a frente? Vou dormir sem a resposta. Só sei que continuo optando por não mudar meu nome e não insiste, Mel Gibson!

9 de julho de 2011

meu nome é ANTONIETA MARÍLIA

Um nome nascido de uma dedicatória:
Para Antonieta,
minha Marília realizada, 
de Oswald  de Andrade.

Foi assim que Antonieta Marília de Oswald de Andrade apresentou-se em entrevista na Festa Literária Internacional de Paraty (www.flip.org.br), em um lindo depoimento sobre seu pai Oswald de Andrade.


Vivas aos poetas!

“País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho. A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária”. O.A.

5 de julho de 2011

meu nome é DÚVIDA

Eu sou a dúvida e me instalo no tempo das decisões. Sou vaidosa, gosto de mostrar minha força. As decisões ficam loucas comigos, chego sempre antes delas. Provoco incômodos diversos, gosto disso também. A boba que escreve agora está comigo entalada na garganta. Pensa, pensa, pensa e não consegue me engolir. Ela até busca ajuda, mas sou mais forte e me imponho logo: se não passar por mim, nada acontecerá. É uma boba essa que escreve. Fica ansiosa, sente dor de cabeça que vira enxaqueca que vira enjoo que vira vômito que vira esgotamento que vira um final de semana de cama. Ela sabe que não há tempo, mas insiste. Chama aquela antipática da esperança para chegar mais perto, chama as tolinhas da confiança e da autoestima para um café. Ninguém usa o perfume que uso, nem canta a música que canto. Pobre boba que escreve; adora as reticências...

4 de julho de 2011

meu nome é AZIA

Esse poderia ser meu nome de verdade, se minha mãe não tivesse tido várias crises de azia durante a gradivez. Hoje sou eu quem está com raiva desse nome. Uma queimação irritante sobe por meu esôfago e a causa mais provável é o festival gastronômico de ontem: abará, vatapá, pimenta e catado de carangueijo com farofa.
Se a dorzinha antipática se chamasse "ariana" seria menos incômoda? Duvido!

meu nome é DIONLENA

Diálogo:
- Oi!
- Olá.
- E aí, está gostando da festa?
- Tô.
- É, tá bem legal... E você é daqui?
- Sou.
- Melhor a gente se apresentar, né?
- É.
- Como é mesmo seu nome?
- Dionlena.
- Como?
- Di-on-le-na.
- Que nome diferente...
- É porque meu pai era fã dos "Bitous".
- Ah....

5 de junho de 2011

meu nome é CARLUCIA

Muitas músicas de Lupicínio Rodrigues me encantam profundamente desde sempre. O nome dele vai gerar um post sim, mas não hoje. Hoje a homenagem é para "Carlucia", música dele (que nunca ouvi) e que, garimpando no Google, está aí para fechar meu fim de semana compulsivamente aproveitado em frente a tela do computador - meus dedos agradecem se eu der tchau para as teclas agora mesmo... Calma dedos! Não antes de arrematar o texto, inferindo que Carlucia é a combinação de Carlos e Lúcia... Será tão óbvio assim? Acho que Lupicínio guarda segredos em suas músicas que não são óbvios assim... Tá bem, dedinhos, vamos lá:

Carlucia - Lupicínio Rodrigues

De longe vieram os teus pais
Jamais, pensariam, jamais,
Pra na nossa terra semear amor
Que fôssemos colher tamanha dor
Carlucia, tu não me queiras mal
Pelo que se passou
Carlucia, olha o meu grande amor
Ainda não terminou


Tua beleza foi a culpada
Da nossa vida terminar assim,
A natureza enciumada
Pra se vingar, te separou de mim.

Carlucia
Se nesta vida eu nunca mais te encontrar
Deixo esta canção pra te avisar
Pra te lembrar o quanto te amo
E que jamais te esquecerei
Carlucia, lá no céu te esperarei.




4 de junho de 2011

meu nome é DEUS

Como imaginei, não encontrei ninguém que se chame Deus. Se algum pai teve essa coragem, parabéns! Acredito de coração que se todos nós compartilhássemos a crença de que somos filhos de Deus, teríamos o nome Dele em nosso nome com muito orgulho como fazem alguns orientais, assumindo o "Deva" (filho de Deus) em seus nomes. Fica aí minha crença, fé e amor imenso nessas palavras de Flavinho da Silva, cantadas em roda de samba que é tudo de bom!





A luta está difícil, mas não posso desistir
Depois da tempestade, flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
A vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus
Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
Que passo a passo um dia a gente chega lá
Pois não existe mal que não possa acabar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé,
Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé, nunca perca a fé em Deus

3 de junho de 2011

meu nome é PLOC PLOC

Meu pai sempre contava pra gente a histórica de Ploc Ploc, um personagem único para todas as histórias que ele inventava. Minha irmã pedia uma história antes de dormir e ele começava: "era uma vez, Ploc Ploc..." E ela choromingava: "ah não, Ploc Ploc de novo?!..."
Eis que descubro agorinha que Ploc Ploc existe! E é muito melhor do que minha imaginação infantil criou. Entrem e divirtam-se estourando plástico bolha infinitamente!

http://www.ploc-ploc.com.br/
Dizem que espanta stress. Para mim, é o hobby dos stressmaníacos. Sem merchandising...

meu nome é RERISON

Lá vamos nós exemplificar outra variante de nomes estrangeiros. Meu ídolo de adolescência, Harrison Ford, também deve ser ídolo de algum conterrâneo que também deve ser muito mais fã do que eu a ponto de batizar o filhote com o neologismo "Rerison". Pensando...: será que a irmã dele se chama Indiana? Brasileiros inventivos!

Harrison com cara de "eu hein"

2 de junho de 2011

meu nome é JÚNIOR SORRISO OCO

Quem advinha por quê? Artes do extremo sul. Ouvi hoje na rádio, alguém oferecendo a música para Júnior e instantaneamente acendeu a luzinha de necessidade de registro! Imaginei algo assim:
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Sou do bem, pessoal!

13 de maio de 2011

meu nome é ADRIANA CALCANHOTTO

E se nossa alma se desdobra em tantas almas pela terra? E se cada desdobramento gera uma nova vida? E se agora, conscientemente sou Ariana, quem serei eu inconscientemente? Adriana, com toda certeza; Calcanhotto, com todo o meu desejo:



Adriana Calcanhotto é a voz mais encantadora que conheço e olhe que gosto de música e amo Maria Bethânia. Mas essa voz de anjo reflete minha alma! Ela marcou minha história e por isso a elegi "eu" em desdobramento de alma:



E até Portugal a acolheu, como me sinto impulsionada ao acolhimento, não resta dúvida: Adriana sou eu com "D":



4 de maio de 2011

meu nome é RAIVA

...e sou avassaladora! Me apodero do que há de mais forte no homem e uso isso para agir, impiedosamente. Sou impulsiva, destemperada e gosto de falar alto. Sou irônica, sou amarga, sou fiel a verdade que só eu conheço. Moro na passionalidade, me alimento de passados mal resolvidos e deito com quem me requisitar. Novo, velho, homem, mulher, pra que escolher se posso ter todos? Ao mesmo tempo então, me excita a ideia. Tenho fraco por palavrões, olhos estreitos, bocas espumantes, peitos arqueados, dedo em riste. Piedade e perdão são minhas inimigas mortais. Quero vê-las mortas, esquartejadas e arfantes. Sofrendo muito, de preferência. Hoje dominei o dia dessa aqui: xinguei no trânsito, tive vontade de atacar alguns, cheguei a atacar de verdade, outros me deixaram nervosa a distância (são os inatingíveis, os piores de todos). Mas a boboca que escreve me engole, me oprime, me aperta num canto para que não fale todas as verdades, as mais cruéis e reais verdades. É uma tola: ela chora. Eu me vingo, adoro isso. Viro enjoo, gripe, enxaqueca, cólica, câncer. Viro úlcera, esofagite, gastrite, faringite, doença de pele. Viro a vida dela de cabeça para o ar e me manifesto nas dores no pescoço, nas costas, nos olhos. Faço uma festa na boba que escreve, enquanto ela se culpa por ter sido grosseira com quem merece. É uma bobona essa que escreve, nunca vai sentir o prazer de me conhecer na minha essência, no que em mim é mais forte e poderoso, na luta pelo espaço da vida que hoje só se ganha com socos na moral do outro. Tola mesmo a que escreve para desabafar, achando que já fui embora e olha eu aqui.

24 de abril de 2011

meu nome é ZERO3

Na Páscoa, tenho um coelhinho da Páscoa brincando no meu quintal. Seu nome é Zero3 e vamos a história e a escolha do nome.
Semana passada estávamos em treinamento e meu nome era Zero3. Salvei o coelhinho de ir para a panela e coloquei o meu codnome nele, marcando nosso encontro. Simples assim.
Na verdade, contar detalhes não acrescentaria em nada nossa historinha aqui no blog, afinal ninguém ficaria feliz em ler que chorei compulsivamente, abraçada ao animalzinho, impotente por ser a única coisa a fazer (ou a única que conseguia fazer) para tentar amansar o coração do portador da faca. Deu certo, o comedor de cenouras está agora embaixo da cadeira, estatalado de cansaço pelo dia de brincadeiras e comilanças.
Nunca foi meu projeto ter um coelho. Ju até falou que minha casa mais parece uma Arca de Noé e até concordo. Sempre tem um bicho por perto: cachorro, pato, gato, pássaro (solto) e agora um coelho. Ela não compartilha esse gosto comigo, mas me conhece bem para saber que faço por amor, cuido por amor.
Adoro olhar para animais, parecem espíritos mais evoluídos que nós humanos, no sentido da emoção. São dóceis, amorosos, têm personalidade e são espertos até dizer chega! Sem levantar qualquer bandeira da religiosidade X ou Y, acredito que animal tem alma e grande!
Queria tirar uma foto de Zero3 agora, mas sei que vai acordá-lo e sinto pena. Não foi a toa que guardei até hoje  o livro de Clarice Lispector "O Mistério do Coelho Pensante", lido na minha infância, sobre o movimento que o coelhinho faz no nariz até formar um pensamento. Assim tenho me entendido com Zero3 que movimenta esse nariz mais de um milhão de vezes no dia até formar uma folhinha de couve no balãozinho do pensamento. Sabido que só!

Zero3, a cenoura e eu

meu nome é AREZZO



Quem inventou as notas musicais foi um monge beneditino, Padre Arezzo, músico e pesquisador, que viveu aproximadamente entre os anos de 995 e 1095. Para criar os nomes das notas, ele tomou a primeira sílaba de cada verso de um hino de louvor a são João Batista: “Ut queant laxis / Resonare fibris /Mira gestorum / Famuli tuorum / Solve polluti /Labii reatum / Sancte Iohannes”. No século 17 houve a troca de "ut" por "dó".