13 de maio de 2011

meu nome é ADRIANA CALCANHOTTO

E se nossa alma se desdobra em tantas almas pela terra? E se cada desdobramento gera uma nova vida? E se agora, conscientemente sou Ariana, quem serei eu inconscientemente? Adriana, com toda certeza; Calcanhotto, com todo o meu desejo:



Adriana Calcanhotto é a voz mais encantadora que conheço e olhe que gosto de música e amo Maria Bethânia. Mas essa voz de anjo reflete minha alma! Ela marcou minha história e por isso a elegi "eu" em desdobramento de alma:



E até Portugal a acolheu, como me sinto impulsionada ao acolhimento, não resta dúvida: Adriana sou eu com "D":



4 de maio de 2011

meu nome é RAIVA

...e sou avassaladora! Me apodero do que há de mais forte no homem e uso isso para agir, impiedosamente. Sou impulsiva, destemperada e gosto de falar alto. Sou irônica, sou amarga, sou fiel a verdade que só eu conheço. Moro na passionalidade, me alimento de passados mal resolvidos e deito com quem me requisitar. Novo, velho, homem, mulher, pra que escolher se posso ter todos? Ao mesmo tempo então, me excita a ideia. Tenho fraco por palavrões, olhos estreitos, bocas espumantes, peitos arqueados, dedo em riste. Piedade e perdão são minhas inimigas mortais. Quero vê-las mortas, esquartejadas e arfantes. Sofrendo muito, de preferência. Hoje dominei o dia dessa aqui: xinguei no trânsito, tive vontade de atacar alguns, cheguei a atacar de verdade, outros me deixaram nervosa a distância (são os inatingíveis, os piores de todos). Mas a boboca que escreve me engole, me oprime, me aperta num canto para que não fale todas as verdades, as mais cruéis e reais verdades. É uma tola: ela chora. Eu me vingo, adoro isso. Viro enjoo, gripe, enxaqueca, cólica, câncer. Viro úlcera, esofagite, gastrite, faringite, doença de pele. Viro a vida dela de cabeça para o ar e me manifesto nas dores no pescoço, nas costas, nos olhos. Faço uma festa na boba que escreve, enquanto ela se culpa por ter sido grosseira com quem merece. É uma bobona essa que escreve, nunca vai sentir o prazer de me conhecer na minha essência, no que em mim é mais forte e poderoso, na luta pelo espaço da vida que hoje só se ganha com socos na moral do outro. Tola mesmo a que escreve para desabafar, achando que já fui embora e olha eu aqui.