31 de julho de 2011

meu nome é WASHINGTON BELL

Dê um grito aí, faça a festa pra valer!
Assim como Maria das Graças Xuxa Menegel, Washington Marques da Silva incorporou o nome artístico à certidão de nascimento e virou Washington Bell, o cara mais talentoso do carnaval baiano, o que levanta toda a multidão com carisma, simpatia e energia contagiante. É esse o nome do carnaval de Salvador: Chiclete com Banana, capitaneado por Bell Marques, o Washington, filho de um senhor super bacana que atendi nos tempos de estágio na Companhia de Eletricidade da Bahia.
"Seu" Chiclete (não lembro o nome dele) pegou fila, esperou na triagem, foi atendido depois da demora normal da agência lotada da Piedade, falou educadamente e esqueceu a conta na minha mesa. Fiquei preocupada por ele ter deixado o documento para trás e, antes de correr para pegar o ônibus e ir para a faculdade, fui em sua alfaiataria, num prédio antigo da parte velha de Salvador entregar a tal conta. Na sala de trabalho cartazes do Chiclete cobriam todas as paredes de cima a baixo. Comentei sua paixão pela banda, rapidamente, pois já estava atrasada para a aula de estética, e ele apontou com orgulho que eram seus filhos, aqueles ídolos de massa que levavam a maior multidão no carnaval.
Conversamos um pouquinho e saí da salinha meio emocionada meio pensativa, como é normal em minha vida. Primeiro pensamento: por que Bell permitia que seu pai continuasse atendendo ali, naquele local antigo, inóspido e triste? Segundo pensamento: porque ele deve amá-lo e respeitá-lo muito. Os velhos têm raízes profundas, como árvores. Se transplantados, podem perder o viço, a vontade de continuar e "Seu" Chiclete emanava energia e prazer por todo aquele cenário de filme cubano.
Gostei de lembrar da história do vovô e nem sei se ele continua entre nós, mas deve ter deixado suas marcas pela vida afora. Bom, deixou Bell que carrega a legião de chicleteiros, incluindo eu!

24 de julho de 2011

meu nome é URSO AZUL

Se a moda pega, como pega todas as insanidades que as celebridades lançam, estamos fritos!
Urso Azul. É isso que significa o nome do filho de Alicia Silverstone e Christopher Jarecki: Bear Blu. A atriz explicou que o marido sugeriu Bear e Blu. Segundo ela, as pessoas acham o nome "fofo."


Não percam o significado dos nomes de Brad Pitt:

meu nome é AMY

Ela tinha só 27 anos e alma cansada.
Ela morreu hoje (23) e eu nem a conhecia. Senti vontade de escrever sobre ela por causa da voz que ficou gravada e estará nesta dimensão enquanto se compreender sobre música.
Amy, nome pequeno, três letras, contraponto com a voz forte, rouca, mais contraste com o aspecto decadente. Amy, por quê? Não quero questionar os motivos da morte, pergunto sobre nome. Janis, como Joplin, era o nome de sua mãe. Janis, a Joplin, também morreu cedo, também tinha voz rasgada, também era figura feia de se ver.
A morte dela não me assusta tanto quanto aquele aspecto autodestrutivo. Preferi a foto da menina que foi um dia. Há de haver quem a acolha.

16 de julho de 2011

meu nome é MONALISA

O "x" da questão (fonte: Google)
Ela, sempre ela, a enigmática Monalisa. Por que me deu vontade de falar sobre esse nome? Acabo de dar um giro pelo facebook e ver as fotos de uma ex-colega de trabalho que simplesmente não sabe sorrir. Pode ser timidez para tirar fotos, o que não creio. Acho que é tristeza captada pela lente. Sim, pois em uma única foto ela sorri de verdade e com vontade. Ela está sozinha, com uma linda paisagem ao fundo, braços abertos e um franco sorriso.
O nome dela não é Monalisa, mas e se fosse faria diferença? Conheço uma Monalisa que é pura energia. Sorri de verdade e com gosto. Esse nome combina em tudo com ela que é uma profissional nota 10, mãe, mulher e amiga, tudo junto e com atuações bem definidas: sabe a hora em que entra no jogo cada um desses papéis. Assim conheço poucas mulheres. Vejo mais confusões onde um dos papéis se sobrepõe ao outro e deixa as relações meio caóticas.
E tem a Gioconda, claro, "a" Monalisa. Já ouvi vários comentários dos que viram a pintura de Michelangelo de perto do Louvre. Um decepcionado disse que o quadro era tão pequeno e a gente fica tão longe que nem dá pra ver direito. Um emocionado disse que nunca viu nada mais lindo, estava em frente da obra de arte mais famosa do mundo e chorou. Um sem-noção disse que rodou o museu todo, viu várias coisas velhas e não sabe quem é essa.
Meu sonho: ver o sorriso de Monalisa de perto, de verdade, na tela original, tocada e construída por um dos maiores artistas que já encarnou neste mundo. O sorriso é o marco e o enigma. Pobres de nós que queremos decifrar sorrisos... Foi o que tentei fazer com minha ex-colega. Como vou saber? Há tempos não encontro com ela e só o fakebook, ô, o facebook me alimenta sua presença. Sei lá se ela perdeu um amor ou uma unha quando tirou a foto! Só especulações e para este texto, um sorriso monalísico de quem queria falar de uma coisa e divagou legal...rs

15 de julho de 2011

meu nome é CASAMENTO

O pedido: emblemático (fonte: Google)
Ando publicando histórias bem impessoais, que falam subjetivamente das coisas que valorizo, gosto e sinto. Vou mudar o rumo dessa prosa hoje. Lendo uma colorida revista Caras no salão - lugar delicioso para folhear a super-mega-ultra fútil revista de variedades - passei o olho por uma reportagem que falava de uma determinada atriz jovem-loira-malhada de sorriso perfeito, pele perfeita, cabelo perfeito, unhas perfeitas, roupas perfeitas, que não deve ter TPM nem varizes nem intestino. Essa perfeitinha comentava que antes seu nome era sei-lá-como de Oliveira, agora que casou ela era sei-lá-como Arievilo, e emendava a frase inteligente: "não é tudo de bom?"
Os sobrenomes aí em cima são invenções, mas a história é essa mesma. Mulheres continuam valorizando o fato de trocarem seus nomes quando se casam, como se isso fosse facilitar a mudança de personalidade que o casamento supõe trazer. As piriguetes viram santas, as santas viram mães, as mães viram frequentadoras de círculos sociais que nunca imaginaram, tipo festa junina de colégio do bairro, e assim segue a humanidade.
Nada contra quem opta por isso, inclusive esse pode ser o grande momento de tirar um nome que gera eco para um com sonoridade melhor, mas enfim não foi essa a minha opção. Imaginava o trabalho que daria para trocar documentos e todo o resto burocrático depois do casamento, sem saber que a gente tem que fazer tudo isso mesmo deixando o nome de nascença, pois o casamento determina que "A" mudança aconteceu. Dose!
Ah, mulheres da Caras, trocam nomes, tatuam amores e se separam. Toda revista fala que fulana e beltrano estão separados com novos e imediatos amores. E dá-lhe tatuagem, mudança de nome, apresentação da nova casa, das alianças, das fotos de lua de mel em Punta e... separação novamente. Para mim parece que o casamento de Caras é como um brinquedo de parque de quinta, daqueles que a gente entra empolgado e dali a pouco a diversão quebra na primeira voltinha. Será que vale a pena trocar Oliveira por Arievilo ou tudo não passa de ilusão de trás para a frente? Vou dormir sem a resposta. Só sei que continuo optando por não mudar meu nome e não insiste, Mel Gibson!

9 de julho de 2011

meu nome é ANTONIETA MARÍLIA

Um nome nascido de uma dedicatória:
Para Antonieta,
minha Marília realizada, 
de Oswald  de Andrade.

Foi assim que Antonieta Marília de Oswald de Andrade apresentou-se em entrevista na Festa Literária Internacional de Paraty (www.flip.org.br), em um lindo depoimento sobre seu pai Oswald de Andrade.


Vivas aos poetas!

“País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho. A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária”. O.A.

5 de julho de 2011

meu nome é DÚVIDA

Eu sou a dúvida e me instalo no tempo das decisões. Sou vaidosa, gosto de mostrar minha força. As decisões ficam loucas comigos, chego sempre antes delas. Provoco incômodos diversos, gosto disso também. A boba que escreve agora está comigo entalada na garganta. Pensa, pensa, pensa e não consegue me engolir. Ela até busca ajuda, mas sou mais forte e me imponho logo: se não passar por mim, nada acontecerá. É uma boba essa que escreve. Fica ansiosa, sente dor de cabeça que vira enxaqueca que vira enjoo que vira vômito que vira esgotamento que vira um final de semana de cama. Ela sabe que não há tempo, mas insiste. Chama aquela antipática da esperança para chegar mais perto, chama as tolinhas da confiança e da autoestima para um café. Ninguém usa o perfume que uso, nem canta a música que canto. Pobre boba que escreve; adora as reticências...

4 de julho de 2011

meu nome é AZIA

Esse poderia ser meu nome de verdade, se minha mãe não tivesse tido várias crises de azia durante a gradivez. Hoje sou eu quem está com raiva desse nome. Uma queimação irritante sobe por meu esôfago e a causa mais provável é o festival gastronômico de ontem: abará, vatapá, pimenta e catado de carangueijo com farofa.
Se a dorzinha antipática se chamasse "ariana" seria menos incômoda? Duvido!

meu nome é DIONLENA

Diálogo:
- Oi!
- Olá.
- E aí, está gostando da festa?
- Tô.
- É, tá bem legal... E você é daqui?
- Sou.
- Melhor a gente se apresentar, né?
- É.
- Como é mesmo seu nome?
- Dionlena.
- Como?
- Di-on-le-na.
- Que nome diferente...
- É porque meu pai era fã dos "Bitous".
- Ah....