26 de setembro de 2011

meu nome é NARCISISMO


Estou namorando esse blog desde ontem. Gostei tanto desses retalhos coloridos, dos textos que construí no domingo cinza, que tenho vontade de escrever qualquer baboseira só para estar próxima. Típico namoro.
Para me desculpar com vocês que realmente leem o que escrevo aqui, compartilho um mimo:

Escuto sem parar e acho que se o amor tivesse voz seria a dela
Assinado Eu (Tiê)



25 de setembro de 2011

meu nome é QUINTO ANDAR

Conto I - imagem Google

Andava como uma zumbi. Lembrou que não amava alguém havia muito tempo, como se viver a solidão já não fosse suficiente. É que quando a solidão se apresenta para a consciência, a tristeza chega rapidinho. A rua parecia larga demais, as pessoas frias demais, as buzinas altas demais. E o coração batia forte.
Buscou na memória todos os amores passados. De fato não foram poucos. Alguns doeram quando os revisitou. Percebeu que poderia dizer que os amava tanto quanto antes. Mas o amor não deveria ser para o escolhido? Para um apenas? Isso a fez caminhar mais rápido. Acelerou o passo para chegar logo em casa, ali estaria segura, seu lugar de refazimento.
Hesitou quando percebeu a aproximação da porta da loja. De lá saia um homem e uma mulher, de mãos dadas. Era o vizinho do quinto andar, aquele parecido com o primeiro namorado, o que sorria e fazia covinhas, o de dedos longos, cheiro de passado bom. Enquanto a distância aumentava, sua vontade de segui-los aumentou também e assim o fez, meio tímida, mantendo-se encoberta pelos outros pedestres.
Percebeu a intimidade dos dois, no andar calmo e cúmplice. Ficou vermelha ao sentir inveja daquela felicidade simples. Lembrou de um dia, quando ela e ele esperaram lado a lado pelo elevador. Ele entretido, mexendo no iPhone, ela no iPod, tão perto e tão longe. Poderia ter aproveitado aquele dia para lhe dizer que o amava, assim seria ela e não aquela outra a apertar sua mão, sorrindo, e mostrar o carrinho de bebê com um cão dentro.
Eles acabaram sumindo de sua vista, quando atravessaram a rua, o sinal fechou e ela desistiu de persegui-los. Deu meia volta, olhou o carrinho do bebê-cão e lembrou-se que o prazo para escrever o relatório sobre urbanismo nas pequenas cidades estava no limite. Melhor acelerar o passo.


Quinto Andar - Tiê
Quando eu olhei pra cima e não te vi,
não sabia o que fazer,
fui contar praquele estranho que eu gostava de você.
Ai, ai, será que foi assim?
Que foi o tempo que tirou você de mim?
E ele num momento hesitou,
mas depois não resistiu,
me contou que mil balões voando foi o que ele viu.
Pensei: não é possível que eu não tenha reparado.
Eu devo estar completamente avoada.
Dei quase 5 passos e parei,
não podia andar pra trás,
mas confesso não cabia enxergar tantos sinais.
Alô, eu sei, se chega até aqui, tão no limite não dá mais pra desistir.
Amor, porque eu te chamo assim, se com certeza você nem lembra de mim.

meu nome é WONARLLEVYSTON

... ou ERA. Aparentemente é um traço familiar escolher nomes incomuns:

Wonarllevyston, aos 13 anos, consegue mudar nome na Justiça de MS

Mãe do garoto, Dalvina, acrescentou Xuxa ao próprio nome.

Prima dele se chama Linda Blue Junia Sharon Mell Melina Marla Cyndi.
(Agora eu vi!)

O cidadão brasileiro que quiser mudar o nome que o incomode, provoque constrangimento ou o exponha ao ridículo pode pedirna Justiça a alteração do Registro Civil. Esse foi o caso do estudante Wonarllevyston Garlan Marllon Branddon Bruno Paullynelly Mell (e outros três sobrenomes, que não serão citados para preservar o jovem, de apenas 13 anos). A mãe dele, Dalvina Xuxa (edois sobrenomes), entrou com o processo de retificação de registro civil em Campo Grande, em abril de 2007. O juiz Fernando Paes de Campos, da Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, autorizou, em agosto do mesmo ano,a mudança do nome do garoto, que hoje passou a ter um nome composto e dois sobrenomes. Veja lista com pessoas que pediram para mudar o nome na Justiça de MS:


Alucinética
Altezevelte
Honorata
Maxwelbe
Claysikelle
Maxwelson
Mell Kimberly
Wildscley
Frankstefferson
Hedinerge
Starley Hezenclever
Uallas Udieslley Ulisflávio
Hollyle Hugney
Necephora Izidoria
Kristofer Willian
Locrete Venério
Walex Darwin
Yonahan Henderson
Maxwelson Wochton
Wallyston Waterloo Wolfson

24 de setembro de 2011

meu nome é AGOSTO


Não errei, estamos mesmo em setembro. Também não escrevi o texto no mês passado, nem conheci alguém que levasse consigo a sina de chamar-se Agosto, nome de mês, nunca de gente. Muito menos meus amigos batizaram seus novos cães com esse nome - esses são até bem normais: Mel, Cristal e Bob; Maria e Malu; Bonny e Cirilo. Justifico aqui meu desejo de escrever sobre o passado recente; é proposital escrever sobre o mês que passou, ouvindo a Balada de Agosto com Zeca (Baleiro).
Hoje seria um belo dia para gritar e bem alto. Foram tantas as expectativas criadas, algumas maravilhosamente realizadas, outras simplesmente frustradas, a propósito do uso correto dos adjetivos. Meus "hojes" nesses últimos dias foram de uma interminável  esperança de virarem "ontens" rapidamente. Dias de angústia. Publiquei a hipótese de um adiantado inferno astral, reclamei trinta dias por uma TPM imaginária e acusei até o excesso de água que tomava no dia. Mas tudo, como sempre, está implodindo por dentro (desculpem a redundância, é necessário).
O que passava na minha cabeça não denunciava o motivo de tanto tormento. A situação afetava outras partes do corpo. Manquei uma semana, sem procurar usar nada para sarar a dor, apenas reclamava, reclamava. Hoje o carinha da farmácia me aconselhou calmamente a tomar um antiinflamatório e acabar de vez com o sofrimento. Resisti até o final do dia e agora estou aqui, bestamente escrevendo que meu pé parou de doer uma hora após o remédio. É para refletir. O sofrimento é alimentado por nós até quando, se tem remédio?
Já respondo: o sofrimento alimenta-se de nossa falta de vontade. É um preguiçoso, na cama king size da zona de conforto, pronto para afundar a cara no travesseiro e sufocar a gente, nariz arrebitado do orgulho de comando da vida. Tadinhos de nós.
O pé parou de doer, mas a ansiedade ainda não foi embora. Bom é que escrever é bom, capaz de doar uma nova maneira de ver os problemas. Agora até posso trocar Zeca por Paulinho Pedra Azul e não chorar. 

meu nome é BROGODÓ





Brogodó da novela se foi
Numa rima de cordel
Ô saudade dessas trovas
Que me faziam rir pro céu!


Hoje mesmo Herculano capitão
Disse duas bem ditas
Falou que a saudade tirou dele
Duas pessoas queridas
Uma na vida, outra na morte
Uma poesia das mais bonitas!


Soltou outra
Bem no capítulo final
Disse que despedida demais
Envelhece a pessoa por sinal.


É por isso que paro aqui
Minha experiência de cordelista
A diversão da noitinha acabou
Ficando o sertão só pra turistas
E o mural do FB
Pra todos os saudosistas!


(publicado no FB, com uma vontade danada de publicar aqui!)

4 de setembro de 2011

meu nome é TIÊ e TULIPA

Tiê e Tulipa Ruiz, novas vozes da MPB com nomes lindos!

Adorei a entrevista do site Noize:

Tiê: Você gostaria de ter nome de outra flor?
Tulipa: Às vezes, acho que Papoula é mais legal, mas já estou tão acostumada com Tulipa e eu gosto muito da flor. Então, me contento com esse nome. E o seu nome, Tiê, que é nome de passarinho. Você queria ter outro nome?
Tiê: Já quis ser Maria. Quando era pequenininha, zoavam muito comigo, me chamavam de Tietê, de Tieta, de Titanic. Aí, eu ficava um pouco brava. E também porque tinha alguns meninos chamados Tiê e eu achava que era nome de menino, mas hoje eu gosto. Não troco, não.
Tiê: Conclusão: a gente gosta dos nossos nomes!

Agora ouça que linda:

Elegi essa música a trilha sonora de algum amor que ainda experimentarei nesta vida. Um doce, uma delícia!