2 de julho de 2012

meu nome é SEI LÁ

Sem sono, os pensamentos começam a inquietar, melhor levantar e escrever, por logo para fora o que incomoda. Hoje é um aperto no coração, esse bom companheiro que tem aguentado trancos diversos e resistido fielmente. Tem como amigo a garganta, danada para dar um nó nesses momentos de nostalgia. Não é bem nostalgia, a sensação é de que tirei uma casquinha da ferida cicatrizada (mais ou menos) e ardeu. Queimou por dentro. Tinha que ser assim, o guerreiro coração bate depois de baterem tanto nele. A "legião" foi a que mais batalhou nele; feridas profundas, talvez leve isso para curar em outras encarnações. Tudo cuidado na terapia, ótimo canal de desabafo. A "legião" foi tema de várias sessões. Hoje são temas de minhas orações e, não posso mentir, de algumas farpas lançadas ao vento por meus pensamentos.
O coração vai se aquietando a medida que escrevo. Ele tem memória boa, mas esquece por conveniência. Surgem logo lembranças mais ternas, daqueles que chegaram, se acomodaram com carinho, sem muito alarde, ignorando os curativos aqui e ali. Pena que não têm o poder da cura... A garganta dá sinais de que precisa de mais desabafos. A garganta deve estar ansiosa por amanhã, o tempo da esperança. Sim, essa mocinha verde consegue jogar o olhar para além e promover tempos melhores. Especialista em marketing vende bem o futuro. Esse texto será ótimo material para futuras gargalhadas.
As lembranças ruins dão lugar ao sono... Herman Hesse faria bem melhor que isso... Chamaria seus personagens absurdos e montaria uma grande platéia de loucos, lobos e santos, faria um grande teatro e a catarse seria um livro de, pelo menos, 200 páginas. Saramago faria um "ensaio sobre a ferida", provocando uma rotação contrária no movimento do mundo, para que tudo cicatrizasse até que a pele fosse tão fina que não mais existisse suor, dor e amor.
O sono e a escrita não combinam bem. Melhor dormir mesmo. Boa noite.