28 de outubro de 2012

meu nome é ENCONTRO



Está vendo alguma coisa? O futuro está vindo, finalmente? Corre! Não esquece de respirar.
Se der, leva as coisas. Se não, segue assim mesmo. Um livro na bolsa é uma boa bagagem. Batom e uma presilha para o cabelo também.
Equilíbrio, confiança, não vá se largando pelo caminho. Precisa das lágrimas, nada de desperdiçá-las.
Sorrisos para o tempo que der.
Velocidade e ritmo. No mais, boa sorte!




14 de outubro de 2012

meu nome é CHUVA

Hoje chove... Vieram tantas lembranças junto com ela... Nostálgica, não triste, decidi resgatar minhas opiniões sobre a chuva durante o passar dos anos. Gostei do resultado:

Um dia de chuva
Um dia sem graça
Olhamos o mundo
Por trás da vidraça

Para chuva de chover
Para de cair
Você fica a gente chora
Você vai a gente ri
(aos 4 - único poeminha que decorei na vida)

Purple rain, purple rain
I only want to see you bathing in the purple rain
(aos 16 - de Prince)

(aos 20 - tempos difíceis)

O que a gente precisa é tomar um banho de chuva, um banho de chuva...
(aos 30 - de Vanessa da Mata)

Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um como é.
(aos 40 - de Alberto Caeiro, avatar de Fernando Pessoa)


6 de outubro de 2012

meu nome é FIM

"Meu amor, o que você faria se só te restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria"

Desafio de Juba, no super blog Foi assim: que aceitei desde quando proposto - demorei apenas para definir o contexto. Resolvi apertar a história: o que eu faria, morando em Mucuri, distante da minha família, de muitos de meus amigos, se só me restasse esse dia? Vamos lá, 10 coisas que eu faria:

1. aproveitaria a tecnologia para me conectar com minha irmã e sobrinho durante minhas últimas 24 horas, assim veria JV comendo, dormindo, calçando a meia, escovando os dentes, brincando, tomando banho, fazendo tarefa;
2. em casa, na rede ou na mesa, ouviria todas as histórias que minha mãe conta desde quando sou criança, rindo muito;
3. molharia as plantas, afinal existe sempre a esperança da semente;
4. daria cenoura, couve, ração e muita água para meu companheiro de casa Zero3;
4. rezaria por meus amigos e demais de minha grande família, pois já que não estou em presença física ao lado deles, sempre estou em pensamento;
5. rezaria por meus antepassados, os que já se foram e conheceram o mistério antes de mim;
6. leria poesia de Florbela Espanca, Quintana e Borges, trechos de Clarice Lispector, Gabriel García Marquez e José Saramago, alimentando o único romantismo possível a poucas horas do fim;
7. abriria aquele vinho Médaille d'OR do Concours Des Vins, brindaria por toda a vida que vivi, agradecida pelo aprendizado;
8. mandaria um e-mail, um longo e-mail para meu amor, com todas as palavras lindas que ele merece ouvir numa despedida desse plano e uma promessa para outros encontros além dessa vida;
9. tomaria um banho de mar e ficaria uns minutos na areia, só observando a paisagem, afinal o que pode ser mais bonito nessa vida do que o ir e vir das ondas?
10. todos os momentos, ouviria música, muita música, Caetano, Chico, Gil, Mozart, Zeca, Zé Ramalho, Adriana, Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, Vanessa, Maria Bethânia, Beatles, Coldplay, Santana, Tulipa, Tiê, Zaz, Lenine, Barão, Titãs, Paralamas, Marisa, Moska, Diogo Nogueira, Ney... Será que ia dar tempo?


1 de outubro de 2012

meu nome é VOAR

Maitena - cartunista argentina que me desenha igualzinho como acordo
Lá vem você novamente, inferno astral. Alguém já lhe falou que você não é desejado? Chega trazendo tanta reflexão que meu cabelo armou ontem que não havia jeito de baixar. Daí para virar experimento de amiga solidária, seu secador e sua chapinha, foi daqui pra'li.
Meu aniversário chegando, junto o balanço do ano, e o inferno astral colado. Ele começou a me atiçar com desejos de mudança a partir de um sonho muito doido esta noite: eu voava. Meio torta, meio de lado, mas voava. E tinha um acompanhante muito interessante ao meu lado, só não sei quem era; lembro de olhos claros como os de Chico Buarque. Enquanto ele mergulhava, eu voava. Era tudo muito normal, estávamos perdidos em uma cidade estranha. Pensava em ligar para uma amiga "GPS", mas lembrava que meu celular não pegava naquele país - eu estrago até meus sonhos com pensamentos práticos.
Voar em sonho deve ter um significado. Imagino que seja liberdade, palavra que amo de paixão, a mais linda de todas as palavras, a mais misteriosa também. Plenamente não acredito que seja possível experimentar a liberdade neste mundo, mas nos sonhos, sim, é possível.
Voltando ao sonho, voei por cima de um mar azul revolto. Havia pedras, sentia o vento. Como é bom sentir o vento no rosto enquanto se voa... Daí acordei para mais um dia com os dois pés na realidade. Pena. Não que ache a realidade pouco interessante. A minha tem sido interessante por demais nos últimos tempos. Só que voar combina com liberdade que rima com realidade mas não combina, entende?
Vou dormir pra sonhar novamente, quem sabe voar novamente. Boa noite, inferno astral! Começou bem.

*JV e a alfabetização

- Mamãe, vamos brincar de forca? A pista é: um objeto.