23 de abril de 2013

meu nome é TCHAU


Peço licença aos leitores não incluídos no grupo abaixo. Esta despedida tem que estar neste bloguito, pois foi nesta cidade que tudo começou...
 
Tchauzinho, amigos de Mucuri!
 
Saindo de mansinho como às vezes fiz, espero encontrá-los aqui, ali, acolá. Vou seguir, reinventando Ariana em outros lugares!
Este livro foi fechado, contudo está morando juntinho de outros livros queridos, aqueles que abro sempre só para sentir o cheiro das páginas, sentir a textura da capa, ler uma frase grifada. Com cuidado, ele estará na prateleira, na altura dos meus olhos, para lembrar o quanto aprendi neste lugar insólito e fiz amigos para toda vida.
Sentirei saudades...

16 de abril de 2013

meu nome é CARAVANA


Não vejo a hora de abrir as caixas... Fonte: Google

Desde o final do ano passado tem sido difícil lidar com a saudade. Viajei muito para estar fisicamente perto dos que amo com uma frequência cansativa. Pensei em mil e uma estratégias de como fazer pra ajustar minha vida com meus desejos e enfim o universo me empurra no abismo e ouço-o dizendo: mexa-se!

É o que estou fazendo e pensando, não sou filha de cigano nem de militar, mas mudei muito. Conto 15 casas, 13 colégios, 11 trabalhos, 4 cidades. Julgo que esse processo faz parte de meu coração inquieto e desesperado. Até eu me surpreendo (suspirando).

Bem, no meu caso atual, sair do emprego que me fez morar na mesma cidade e na mesma casa por cinco ótimos anos significa também mudar de casa e de cidade. Agora estou aqui ouvindo meus CDs, que nem lembrava mais que tinha, enquanto arrumo a mudança. Sim, Geraldo Azevedo, “a vida é cigana”, e sim mundo, lá vou eu!

Entre papéis, nos encontros com “minhas outras vidas”, achei um texto que escrevi no processo seletivo para a empresa que agora me despeço. Quero compartilhar com vocês minhas convicções de cinco anos atrás, mais por serem elas, em grande parte, ainda integrantes de mim:
“Tive o privilégio de assistir em 2007 uma palestra o Prof. Bernardo Toro, educador colombiano com vasta experiência na área de mobilização social. Na ocasião ele dissertou sobre os eixos de trabalho que, integrados, são primordiais para conquistas de transformação social efetiva: a razão, a comunicação e a paixão.
‘Assim compreendo o trabalho na área de responsabilidade social, como uma área que mobiliza vontades corporativas e sociais, com planejamento, comunicando através de canais adequados, motivando os envolvidos. Reunidos esses fatores, o desenvolvimento sustentável que hoje é foco nos três setores (governo, empresa e sociedade civil organizada) parece sair das teorias acadêmicas para se tornar realidade.
‘Somos todos protagonistas no processo de crescimento do país; por isso quando penso em aliar os valores que acredito com a possibilidade de suporte corporativo de uma empresa que não vê os seres humanos como obstáculos ao progresso, ganho força e reforço minhas escolhas éticas.”

Foi muito bom. Agora é fechar esse livro em Mucuri e começar a escrever outro. Pegando a Caravana novamente, serenamente, só um pouco resfriada.

Corra não pare não pense demais
Repare essas velas no cais
Que a vida é cigana
É caravana
Degelou teus olhos tão sós
Num mar de água clara