14 de dezembro de 2014

meu nome é METÁFORA

É, não dá para acumular histórias e querer despejar todas as aprendizagens em um único texto... Muitos dias em silêncio dá nisso. Ansiosa para escrever, mas o quê? Como escrita subjetiva que prefiro, estimulo você que lê a escolher o fim dessa história que narro abaixo.



Em um pote com muitas sementes vivia uma sementinha diferente. Sim, ela era muito diferente de todas as outras, mas não sabia disso: guardava o sonho de alcançar as nuvens. Aparentava ser igual, pois cada uma tinha um formato, uma cor, e ela era apenas mais uma, com seu formato e sua cor. Contudo era diferente. Daquela semente brotaria uma planta, muito parecida com todas as plantas que brotam, primeiro tímidas ao sol, depois vão tomando corpo, virando planta de verdade, crescendo com a chuva, explodindo em cores na primavera e em sabores no outono. A diferença da semente que viraria planta não era o futuro que a esperava, era a consciência do presente que a oprimia. Tantas sementes naquele pote, ela ali no meio de tantas, como pular para fora, fincar na terra e ter a chance de dar conta desse futuro todo? Teve uma ideia. Fez força, muita força e mais um pouquinho de força conseguiu produzir sua primeira espital verdinha. Esperou o momento do humano que semeava chegar perto do pote para balançar a espiral miudinha. O esforço foi grande, o resultado não. O humano saiu sem dar bola. Ela não desistiu. Mais concentração e tempos depois uma folhinha miúda surge na ponta da espiral. Quando o humano volta para o pote, algo lhe chama atenção. No meio das sementes uma brotava. Com esforço ele conseguiu separá-la das outras e, com cuidado, plantou-a no jardim. Vai dar certo, pensou a semente, agora consigo conquistar as nuvens. Fácil não seria. A terra machuca, o vento parece que quer acabar com tudo, chuva demais, sol demais. Ela firme, aprofundava as raízes conquistadas, engrossava o frágil caule. Perdeu umas folhas para o vento e o sol castigou sua persistência. Está lá no jardim, não virou árvore, mas guarda sua esperança.

Que final você daria para essa história?