8 de junho de 2015

meu nome é ALICE PARA SEMPRE

Quando ainda há memória, bom confessar o amor, sem dúvida... Fonte: Google

É, escrevi pouco, muito pouco em 2015. E já chegou junho. Não me lembro como o ano novo começou, lembro pouco do carnaval, menos dos últimos feriados. Lembro-me bem mesmo de um olhar cheio de perguntas, de uma voz cheia de silêncio, de uma música que insiste em repetir, repetir, repetir em minha cabeça tonta. Lembro-me de um plano, o de escrever para outros lerem além de mim. Lembro de ruborizar só de pensar o quanto a escrita expõe, mesmo assim não parar de escrever. Arriscar como se o amanhã fosse uma irrealidade. Isso me torna viva. Já fiz muita besteira pensando assim; fiz também tudo o que há de mais importante em minha vida. Sim, assisti "Para Sempre Alice" e senti a impossibilidade da memória, de todo um investimento na vida perdendo-se no esquecimento do próprio ser subjetivo. É uma história real, é uma possibilidade para qualquer pessoa. Na velhice, o esquecimento vem como um bálsamo. Na juventude, como uma praga. Pobre dos lúcidos. Enquanto isso, façamos textos, observemos olhares, tomemos sorvete, ouçamos música e, acima de tudo, respeitemos o outro e suas escolhas.