9 de março de 2016

meu nome é ACOMBUSTÍVEL

Vamos ressuscitar a escrita deste blog que anda tão tímida, ou preguiçosa, ultimamente. É mesmo difícil para mim escrever enquanto tantas coisas juntas provocam uma briga interna de prioridades. Escrever como ato de doação, de catarse, é a forma que mais gosto. Uma espécie de autoajuda publicizada, com intensão de revelar para fazer pensar. Meu pensamento é: quanto mais me exponho posso inspirar outros a investir mais no ato de pensar.
Sim, sempre fui uma pensadora. Desde de criança, penso. Em vários assuntos sem importância concreta, com importância efetiva. Guardando para mim meus mil pensamentos, vou virar uma "bomba caveira" como diz meu sobrinho. Melhor dividi-los aqui nesse espaço virtual louco, onde todo mundo fala o que quer, sem muita noção de como será interpretado, compreendendo ser esse um espaço de liberdade de expressão. Mas não é.
O espaço virtual é censurado pela visão dos leitores, censuradores por natureza. Aliás a natureza humana é censuradora por natureza, e a redundância é proposital. Nada é dito, escrito, fotografado sem intensão e é recebido também com uma intensão. Coisa mais bacana é pensar no mundo simbólico que nos rodeia. O meu preferido exercício de pensamento. O simbolismo de nossos atos, de nossa fala, de nossa liberdade, e o simbolismo de quem está "do outro lado", quem lê, quem vê, quem escuta. Mundo lindo e cruel.
Ontem recebi uma centena de imagens, mensagens, textos sobre o Dia Internacional da Mulher. Todas lindas, todas encaminhadas por pessoas queridas. Minha curiosidade estava nos grandes sites, nos jornais virtuais, o que revelavam sobre seu "pensar". Aquilo que chamam ideologia por trás das manchetes estava mais evidente do que nunca. Cada um falava da "Mulher" que enxergava. A mulher moda; a mulher casa; a mulher política; a mulher melancia. A escolha era minha afinal sobre a leitura que mais me identificava, me fazia sentir a mulher descrita ali.
Não tenho muito tempo mais para leituras do que não me faz pensar. O tempo que perco com revistas de caras e bocas é enquanto aguardo consulta médica. Sendo o ato de ir ao médico uma espécie de filme de suspense para mim, nada mais relaxante do que folhear as revistas com fotos coloridas e textos com ênfase na idade e cremes usados para conservar não sei o quê. Fico me perguntando por que esse povo acha que precisa conservar o corpo físico ad eternum e gastam toda a energia nisso, depois envelhecem, pois a velhice chega, e ficam estranhos velhos novinhos.
Vai entender o mundo simbólico... Por isso gosto de pensar e encontrar nomes diferentes e conhecer histórias de vidas diferentes, como a do colega que sofria no colégio com a galera chamando-o de Aóleo já que seu irmão chama-se Adísel. Criatividade na veia!