20 de julho de 2016

meu nome é DECLARAÇÃO DE AMOR

Para meus amig@s com cara de amendoim coberto!
Nos tempos atuais, fazer declaração de amor parece tão inadequado... Terror social, perdas e danos em todo o mundo; a economia desestabilizada e desestabilizando a ordem; a saúde corrompida por vírus diversos, criados ou não. E eu aqui pensando em declarar amor eterno aos meus companheiro de jornada. E vou fazer sim! Isso por que, assim como eu, eles também estão angustiados com esse cenário de caos que estamos (sobre)vivendo, e precisam de amor!
Meus amigos, os que assim chamo, são ricos em experiências. Alguns viajantes do mundo, alguns viajantes interiores, com nomes incríveis lindos ou loucos, todos queridos e merecedores de mil abraços para comemorar o Dia do Amigo, mesmo em tempos tristes. Considerando o poder restaurador do abraço, o custo-benefício é uma perfeita receita da felicidade suprema nível 5. Acontece que moro longe (!) e não tenho todos perto o suficiente para acarinhá-los neste dia de declarações (snif).
Muitos dos habitantes desse mundo promovem destruição; meus amigos construíram em mim uma cidade com muitas áreas, coloridos jardins, verdes campos, prédios de andares diversos de experiências e amorosidade. Só guardo na memória o que foi bom, esse é um exercício para deixar a vida mais leve. As vivências desagradáveis ensinam e seguimos em frente. Planto as coisas tristes e ruins, nasce fortaleza e coragem.
Meus amigos têm cores diversas, na pele, nos cabelos, nos olhos, na alma. Revelam-se para mim como pessoas em construção, como eu, alguns doidos para caminhar, outros doidos para desistir, mas todos resistentes e rebeldes. Alminhas que amo! Batalhadores, trabalhadores, lapidando-se para virarem estrelinhas brilhantes um dia. Assim é o caminho dos seres humanos que convivo ou que convivi, os que chamo de amigos. Assim os vejo todos, por que em mim não quero que caiba nada além de amor. Eles são meus exercícios e meus professores.
Uma maçã caramelizada para cada um hoje!

19 de julho de 2016

meu nome é CATACRESE

Alguém precisa cortar minhas asinhas também, antes que voe alto demais. Fonte: Google Imagens
Adoro essa senhora chamada Língua Portuguesa! Sempre tão inesperada, quanto exótica. Estudando Estilística deparo-me com o nomezinho fofo que dá título ao nosso texto: Catacrese. Não lembrava mais dessa regrinha safada. A melhor de todas as descrições encontradas por mim é que esse nome super "é uma metáfora desgastada, tão usual que já não percebemos". Exemplos de fixação: dente de alho; pé de mesa; cabelo de milho; pisar em ovos; falando pelos cotovelos. Associações que, quando imaginados ao pé da letra (opa, outra catacrese!), faz-me rir!
Ando sugerindo que se coloque o nome dos filhos de concurseiros algo parecido com as regras do português para, repetidamente, chamando os bebês, os pais nunca mais esqueçam do que trata a regrinha:
- Catacrese, meu filho, para já de riscar o braço do sofá!
Adoro!