28 de dezembro de 2016

meu nome é CONTAGEM REGRESSIVA

Dá um tempo, 2016! Foto: Google Imagens

Três, dois, um dia, falta pouco para o fim do ano. A sensação de alívio não veio junto com essa contagem regressiva. Os fatos continuam a entortar nossa percepção de ordem. Aliás, nada está em ordem mesmo. Agora choquem-se: nunca estivemos no controle. A falsa sensação de ordem e controle é um mecanismo psicológico que usamos para não pirar. Sempre existiu crueldade, intolerância, crimes bárbaros, misoginia, fofoca. O que nunca existiu sempre (ops) foi a internet e sua capacidade de alcance. A informação hoje viaja na velocidade da luz (a maior que conheço) e nos faz míopes da verdade. Essa tal verdade, coitada, desconfio que morreu neste ano esquisito.

Há os sonhadores que, como eu, ainda querem ver a harmonia no mundo. Pensando bem, não sou tão sem noção assim. O que tenho visto é a desarmonia como característica intrínseca do ser humano. Se não tem fumaça, a gente faz fogo. O certo é: Deus me livre de retrospectiva 2016! Quero liberdade pra dentro da cabeça. Só de saber que vou ter que lembrar que Umberto Eco morreu me dá um nó na garganta.

Tá acabando, nem sei se deixará rastro na memória do povo, o certo é que nunca pisamos tanto na realidade e, no entanto, nunca estivemos tanto no mundo das ideias, achismos e opiniões. Foi um bom exercício, contudo se a prova fosse hoje tiraríamos zero nos quesitos relacionados a coerência. Não cola ver uma pessoa ser espancada em sua frente, não fazer nada e depois sair gritando por justiça aos homicidas. Justiça, Democracia e Respeito são os temas que precisaremos voltar para os livros e estudar com afinco. Livros não Facebook, ok?

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