6 de dezembro de 2016

meu nome é FILOSOFIA

Penso, logo existo, então lavo minha louça. Fonte: Google Imagens

Em tempos de crise, eis que a Filosofia ressurge como interesse e fôlego. Enquanto a novela rola na TV desligada, lavo os pratos e assisto os vídeos dos pensadores, o que é prazeroso por demais,  inclusive por que me faz esquecer que os pratos estão mesmo sujos e minhas unhas já cansadas de descascar o esmalte.
Qual a relação entre filosofia e pia? Nenhuma, acho. Mas prefiro, enquanto faço uma tarefa rotineira, mecânica e entediante, ouvir pensamentos que também me fazem pensar. Mais bacana do que ouvir o mocinho falar para a mocinha que o do mal fez mal ao do bem. Convenhamos, pouca gente "assiste" novela atualmente; a maior parte vê uma cena ou outra, deixa o barulho avançar pela casa, enquanto vê um vídeo novo postado num grupo do WhatsApp. Nem a novelística aclamada da Globo segura mais essa onda.
Minha sugestão: opte pela filosofia. Escolha dentre os seus preferidos pop-pensadores e se jogue. Todos os vídeos que assisti até hoje me fizeram aprender algo, ou seja, toda noite aprendo algo enquanto lavo os tais pratos sujos e limpo tudo, inclusive as ideias encardidas.
Tem pra todo gosto. Tem vídeo de uma hora, que assisto quando vou dar uma geral nos armários e aqueles de vinte minutos para os momentos de lavar a louça do jantar. Os que têm mais de uma hora abordam temas diversos e as digressões maiores e bem interessantes; já os curtinhos são condensados, tipo Twitter, mas nunca citam uma frase sem referenciar os autores certos (coisa complicada no universo virtual).
Tenho sempre por perto um bloquinho e uma caneta. São frases interessantes, ou dicas de livro ou de filme. Molho o papel todo na empolgação; sem problema, depois passo a limpo. Os temas? Dos mais variados, fáceis ou herméticos. Alguns me alcançam, outros voo longe. Faz parte de minha idade de consciência - para alguns assuntos sou infantil, para outros uma anciã.
Os livros sempre foram meu recurso preferido, e ainda são. Mas ler, tentando lavar prato, ainda não aprendi. Daí a opção de usar outro sentido, o da audição, enquanto a visão e o tato estão ocupados.
Dá certo, tenta! Melhor do que chorar as pitangas do mundo que nunca será feito de purpurina, é pensar que podemos dar um passo além de uma das camadas da névoa que separa o ser humano do ser humano. E ainda deixa a cozinha um brinco, sem reclamar.

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