2 de fevereiro de 2017

meu nome é HAJA-NOS!

Pedacinho de mim 💛

Após alguns anos de jornada no bloguinho, a coisa começa a ganhar contornos imprecisos. O prazer da escrita e suas peculiaridades invadiram minha vida desde julho do ano passado quando me matriculei num curso de escrita criativa. O certo é que minha biblioteca aumentou; livros sobre escrita estão por toda parte da casa; exercícios constantes de escrita multiplicam arquivos e pastas de projetos. Junto com isso: amigos! Começo a entender a lógica das tribos, quando pessoas são atraídas umas para junto das outras apenas por compartilhar gostos. E confesso, estou curtindo o movimento.
Considero que venho transitando bem no universo digital. Leio em e-books sem problemas, teclo sem esforço, mantenho redes sociais sem neura e escrevo no bloguinho por prazer. Contudo, ver um texto publicado me encheu de emoção. Livro é orgânico. Tem textura, cheiro, possibilidade de escrever (de lápis) nos cantos do texto. Coisa boa! E assim é a antologia "Haja-nos!", 211 páginas de contos e crônicas de 25 novos escritores brasileiros, sendo que na página 175 começa minha história. É mesmo mágico, não sei explicar.
Ser comemorada como "escritora", me causa estranhamento. Imaginem uma pessoa que frita um ovo, não quebra a gema, e, só por isso, é chamada de chef. Essa imagem vem sempre em minha mente quando me dão parabéns pela publicação. Lógico que agradeço a força, especialmente de meus amigos e minha família que estiveram colados em mim esses dias. Não consigo esconder minha satisfação de ver o resultado de todo um trabalho que fiz com amor - mesmo assim dá vontade de me esconder embaixo da cama toda vez que me pedem para ler o que escrevi.
Comportamento bobo, infantil, sei disso. Quando percebo que vou me expor além de minha bolha de proteção e controle, parece que começo um processo de autofagia, coisa para abordar em momentos terapêuticos.
Acredito no que li num poste em Fortaleza: cada bolha tem sua agulha. No caso, minha agulha foi uma caneta. Escrevi e estourei a bolha. Agora é colocar a mão na massa e aperfeiçoar o trabalho. Um dia, quem sabe, numa estante, muitos livros, alguns clássicos, outros experimentais, na letra A, uma Ariana Magalhães, da Bahia, que começou exercitando a escrita em um blog, quem sabe...